CDS-PP: “a maioria da população figueirense não quer estas obras”

Face ao recente comunicado do PS da Figueira da Foz, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz “e em nome da clarificação apregoada pelo PS”, igualmente em comunicado deixa algumas explicações:

• Aquando das eleições de outubro passado os partidos políticos apenas puderam concorrer a 27 mandatos na Assembleia Municipal.
Os restantes mandatos são atribuídos por inerência aos presidentes de junta eleitos (14 presidentes de junta, mais 27 deputados municipais eleitos, o que dá um total de 41 membros).

• O PS tem apenas 15 deputados eleitos nesta assembleia (37% do total dos membros), e as restantes forças partidárias 12 deputados (29% do total dos membros). Há ainda 2 presidentes de Junta com representação a quem este assunto toca directamente, pois as obras serão realizadas nas suas freguesias.
Os restantes 12 membros são presidentes de Juntas para as quais este assunto não tem qualquer relevância, a não ser pelo facto de realçar o desinvestimento nas mesmas, em favor da Zona Urbano da concelho.

• O PS nas passadas eleições de outubro obteve 13.389 votos. As restantes forças unidas obtiveram 12.997 votos de pessoas que não se reviram no programa apresentado pelo PS para o concelho e acharam outros mais interessantes. Se a este resultado juntarmos os votos brancos e nulos (pessoas que não se reviram em nenhuma das opções apresentadas a eleições) o valor global de pessoas que não votaram no PS foi de 14.975 votos. Constatamos assim que a maioria da população figueirense não quer estas obras
.
• Se limitarmos esta análise apenas à população das duas freguesias onde decorrem as obras dos PEDUS, constatamos que votaram 8.969 eleitores, dos quais apenas 4.219 se reviram no programa do PS, o que perfaz 47% dos votos. Tal resultado significa, mais uma vez, que a maioria dos eleitores da população que mais vai ser afectada não quer estas obras.

• Aquando da apresentação pública dos projectos houve uma enorme contestação popular aos mesmos, o que demonstra o desagrado da população, desde a primeira hora.

• A nossa posição é a de que algumas das intervenções feitas nestes projectos são de enorme relevância para os locais onde vão ser implementados, nomeadamente ao nível do saneamento público. No entanto, não podemos deixar de marcar a nossa oposição contra grande parte da operação estética e de reordenamento de que estas áreas são alvo.

Os pré-requisitos das candidaturas a fundos comunitários poderiam ser alcançados com outras propostas arquitectónicas que fossem ao encontro do que a população espera destes locais.
O modelo apresentado por este executivo não é o único capaz de satisfazer esses pré-requisitos.

Neste comunicado da Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz assinado pelo secretário Carlos Miguel Vitória lê-se ainda: “caros senhores do Executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, vimos afirmar que chega de manipulações e distorção dos factos que os senhores têm feito. Por uma vez sejam sinceros com os figueirenses e cumpram a sua vontade”.

 

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