Obras de requalificação: PSD critica estratégia do município

Sobre as obras de requalificação do núcleo antigo da Figueira da Foz que a Câmara Municipal da Figueira da Foz projecta, a Comissão Política de Secção do Partido Social Democrata da Figueira da Foz entende que “esta obra é exemplificativa da forma com que é dirigido o concelho, ou seja, sem estratégia, sem auscultação das populações, sem a preocupação de melhorar o nível de vida das populações, sem criar atractivos para os empresários instalados ou que se queiram instalar com vista à criação de emprego, o qual tanta falta faz aos nossos jovens, não promovendo também a consequente fixação de mais população no nosso concelho”.

Em comunicado, a estrutura liderada por Ricardo Silva recorda que a autarquia irá iniciar a obra relativa à 1.ª fase do que chamou «Requalificação do Núcleo Antigo da Figueira da Foz», com o objectivo principal, de acordo com o que publicitou, de “proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos”.
Esta fase do projecto, orçada em €3.721.966,58, tem um apoio financeiro da União Europeia (PEDU) de €2.615.000,00, sendo a contrapartida municipal de €1.106.966,58, durando no mínimo, até maio de 2019 (dois anos de obras).
Sobre o processo, entende o PSD da Figueira da Foz que:
(…)
“- todo o concelho deve ser visto de forma integrada e impulsionado de acordo com uma estratégia, a qual já se percebeu que não existe por parte da Câmara Municipal;
- esta zona nobre e histórica da cidade merece uma atenção especial, para se tornar mais atractiva para quem aqui habita, para quem nos visita, para
quem tem aqui o seu negócio e para quem aqui quer investir;
- devem a intervenção e o investimento públicos ter impacto positivo e estarem interligados com a iniciativa privada e, não simplesmente fazer-se obra
para gastar dinheiro disponível (da União Europeia ou do Orçamento Municipal), sem cuidado e sem precaução, nem orientação estratégica e apenas defendidos por «frases feitas» e ocas de real significado prático”.
Segundo o documento, o PSD figueirense “defende que sendo naturalmente favoráveis à contínua melhoria das condições de vida, de saúde, de mobilidade, de trabalho e de lazer da população do concelho e de todos quantos nos visitam, é necessário, neste momento, colocar algumas questões”.
Ou seja:
(…)
“ - Foram ouvidos os habitantes da zona a intervencionar, nalguns casos radicalmente?
- Foram ouvidos os comerciantes que ainda sobrevivem? (45% dos espaços comerciais neste local estão encerrados, também por causa do estrangulamento das vias e do desaparecimento de locais de estacionamento);
- É normal não ter sido ouvida a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz?
- Ao diminuírem-se as vias para os veículos e para o estacionamento, foram equacionados meios de transporte públicos?”.
O comunicado recorda que “há 17 anos, foi feito um grande investimento nesta mesma zona, o qual este executivo camarário quer, pura e simplesmente, desprezar (por exemplo, vai ser substituída a calçada portuguesa por lajes…), como se vivêssemos num país rico e numa cidade na qual não há outras necessidades”.
Por outro lado, “as obras efectuadas, há alguns anos, na Rua da República, tiveram como efeito a diminuição do tráfego de veículos e a dificuldade de
estacionamento, verificando-se o definhamento do comércio, o que lamentamos, propondo que se dê a devida atenção a este problema. Agora, algumas das alterações de trânsito, em vez de facilitarem o escoamento dos veículos, trarão mais zonas de conflito, nomeadamente com a criação de mais
entroncamentos na Av. Marginal, que deveria ter o menor número possível de
entroncamentos”.
Defendendo que “temos que aprender com os erros do passado, para construirmos um futuro melhor”, o PSD deixa um alerta: “algumas destas obras irão criar espaços de gosto duvidoso e sem qualquer interesse para os habitantes, comerciantes e turistas (por exemplo o miradouro naquele local!….), só servindo para desperdiçar dinheiro”, deixando “um sincero apelo ao bom senso e a uma melhor gestão camarária, pelo futuro sustentável do nosso concelho”.

Foto: DR/Google Maps

COMENTÁRIOS

ou registe-se gratuitamente para comentar.
Critérios de publicação
Caracteres restantes: 500

mais

QUEM SOMOS

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.

CONTACTOS

967 249 166 (redacção)

910 496 991 (comercial)

geral@figueiranahora.com

comercial@figueiranahora.com

design by ID PORTUGAL