Petição pelo Jardim Municipal

O Movimento Parque Verde (MPV) apresentou em reunião de Câmara uma petição na qual se solicita que não sejam abatidas árvores no Jardim Municipal para edificar um coreto sobredimensionado; que o coreto (se for edificado) ocupe o espaço de clareira onde dantes estava uma pala plastificada, sem sacrificar árvores; que não seja construída uma ciclovia dentro do espaço do Jardim a passar no corredor central onde circulam peões; que não seja encerrada ao trânsito a rua que faz a ligação da Rua Cândido dos Reis à Rua Calouste Gulbenkian.
O projecto de requalificação do Jardim Municipal tem um orçamento de 1.200.000€, pelo que o MPV considera também que “esta verba poderia ser gasta na requalificação de outros espaços da cidade/concelho mais necessitados e nunca antes intervencionados”, considerando que “há obras a decorrer na cidade há mais de um ano, sem data ainda prevista de conclusão”.
Sobre a petição de cerca de 900 assinaturas, o presidente da autarquia salientou ser este “um projecto aprovado em reunião de Câmara após discussão pública, um processo bem discutido e participado com todos os que são estruturantes, pelo que nada mais temos a acrescer”.
Ainda assim, Carlos Monteiro acabaria por explicar que “são cortadas apenas duas árvores por causa do coreto” e que “nunca houve uma ciclovia a passar pelo Jardim, é apenas uma zona partilhada” entre peões e bicicletas.
O primeiro concurso de requalificação do Jardim apresentava um orçamento de 350 mil euros. “Ficou deserto e nele não estava previsto a construção de um coreto. Queremos esta zona requalificada e o actual projecto extrapolou muito o interior do Jardim e acresceu algo”, destacou em reunião de Câmara Carlos Monteiro elencando as alterações: “acrescemos o coreto, uma zona de biblioteca, zona de estar/restauração, um parque infantil com dimensão diferente do projecto inicial e com motivos alusivos ao mar. Fizemos o arranjo de toda a envolvente que estava demasiado desvalorizada para uma zona nobre que queremos”.
Segundo o presidente da autarquia, “este projecto pode vir a ser financiado na ordem de 70% com fundos do Turismo pela sua forte componente turística, ou seja, não se vai gastar um milhão e 200 mil euros do erário da Câmara”.

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