PSD fala de “trapalhada” no processo de recuperação do Palácio Conselheiro Branco

A Comissão Política de Secção da Figueira da Foz do Partido Social Democrata critica o “abandono” do Palácio Conselheiro Branco, na freguesia de Maiorca, considerando que o processo “é uma trapalhada”.

“Passado um ano, a trapalhada continua. O Palácio Conselheiro Branco continua na mesma e ao abandono. Mais uma obra que o empreiteiro não cumpre os prazos”, refere o PSD figueirense.
Em comunicado, sublinha que “trata-se de mais uma trapalhada do presidente substituto Carlos Monteiro, que há 10 anos tem responsabilidade com o pelouro das Obras Municipais”.
A secção partidária presidida por Ricardo Silva recorda que “a 5 de janeiro o PSD convidou a comunicação social, para visitar e constatar o estado de degradação do Palácio Conselheiro Branco. Na visita verificou-se que ainda não tinham iniciado os trabalhos de «Recuperação e Beneficiação do Palácio», de uma obra adjudicada em 2018”.
Invocando uma nota de imprensa emitida pelo PS, salienta-se que a obra de beneficiação, que custa cerca de 140 mil euros e tem um prazo de execução de 90 dias, contempla «intervenções ao nível da cobertura total, janelas, portadas e pintura exterior, com trabalhos a iniciarem-se no decorrer da semana, em curso». (Janeiro 2019).
A concluir, a secção do PSD sustenta que “já é vasto o rol de obras mal planeadas, mal executadas. Deve-se unicamente à incompetência de quem tem gerido o pelouro das Obras Municipais, nos últimos 10 anos, ou seja, o presidente substituto. O PS, que se queixou da dívida deixada pelo Eng. Duarte Silva (mas com obra concluída), soma agora dívidas cujos milhões já superam e com todas as obras por acabar”.

Por outro lado, Ricardo Silva apresentou um requerimento ao executivo camarário solicitando informações relativas “ao processo movido pela Habiserve/ Vidor, no valor de 28 milhões de euros, contra a Câmara Municipal, no que concerne ao contrato de urbanização do «Novo Mercado», permuta de terrenos do actual «Mercado Municipal» com futuro mercado nas Abadias, o qual previa uma torre de 24 andares no actual Mercado Municipal”, considerando que “é mais uma pesada «Herança Socialista» para os figueirenses”.
Desta forma, o vereador (PSD) pede à autarquia que faculte as peças processuais referentes ao mesmo, com vista a ter conhecimento dos fundamentos alegados pela Câmara e pela Vidor, e ainda resposta às seguintes questões:
1 - Quais os fundamentos deste processo e qual a razão de o mesmo ser tão recente - 2010, tendo em conta os largos anos que se passaram sobre as deliberações de Câmara?
2 - Antes da entrada da acção judicial, a Câmara Municipal foi contactada pela Vidor, com vista a qualquer negociação prévia?
3 - Actualmente a Vidor tem algum interesse imobiliário na Figueira da Foz, pendente de decisão na Câmara?
4 – A Câmara Municipal pediu algum parecer jurídico, sobre os fundamentos da acção da Vidor?
5 - Qual a posição que o executivo vai tomar para defender os interesses da Câmara Municipal?

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