“Revisão do PDM ficou aquém das expectativas” - diz Carlos Tenreiro

Carlos Tenreiro, candidato à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz (PSD), critica a forma como a revisão do Plano Director Municipal (PDM) foi recentemente aprovada.
“Criou-se a ideia que o processo de Revisão do PDM, ao fim de 20 anos, reflectiria um documento ao serviço do concelho e da sua população, definidas as actuais e grandes linhas orientadoras/estratégicas para o seu desenvolvimento, com uma desejável e imprescindível participação da comunidade”, pode ler-se em comunicado.
O documento refere ainda que “a revisão do PDM que foi aprovada em Assembleia Municipal no pretérito dia 30/06/2017 ficou aquém das expectativas”, nomeadamente “no que concerne ao envolvimento da comunidade, ao ponto dos munícipes reclamantes não terem tomado prévio conhecimento das respostas às exposições por si antes apresentadas e na expectativa, lograda, do cumprimento da promessa, feita pelo presidente da Câmara Municipal, de que as mesmas teriam, todas elas, resposta”.
Prosseguindo, Carlos Tenreiro defende que “ao omitir resposta antes daquela aprovação, saiu reforçada a ideia que todo esse processo acabou por correr de forma atabalhoada e apressada, de tal modo que o esforço de reclamação não foi tido em consideração, levando a antever que o texto final desse documento não contemple aquelas legítimas vontades expostas, roçando o insulto a quem se interessou em reclamar”.
Neste comunicado salienta-se ainda que “das inúmeras incongruências resultantes dessa revisão (já anteriormente denunciadas em sede de reclamação) atento a realidade do concelho, ressalta um gritante e inexplicável entrave ao desenvolvimento das freguesias no que concerne à sua expansão urbanística, num município que se encontra praticamente, todo ele, infra estruturado, mostrando-se inadmissível que terrenos localizados em frente a arruamentos públicos sejam penalizados na sua capacidade construtiva, numa medida desastrosa que contribui para a desertificação das aldeias, impedindo os mais jovens de ali poderem viver”.
Para Carlos Tenreiro, “toda a atitude do presidente da Câmara Municipal, no presente processo de Revisão do PDM, deixou muito a desejar, tendo demonstrado uma forte impreparação para assumir tão grande responsabilidade, onde ressaltou uma clara e manifesta indisponibilidade em debater publicamente com a população e ouvir as suas insatisfações; igualmente grave foi assistir-se a um comportamento pouco ético da parte do actual presidente da Câmara Municipal quando assumidamente e de forma pública encetou negociações com privados – na pendência do processo de revisão - para a alienação do Horto Municipal, uma área verde há muito defendida como tal pela comunidade, ao ponto de, em desespero de causa, e depois de denunciada publicamente a questão, a ter justificado, candidamente, pela criação de 2.000 empregos, como se os munícipes fossem criaturas acéfalas e não percebessem a evidente impostura”.
“Sem que se questione a legitimidade do órgão autárquico que votou e aprovou a revisão do PDM”, a candidatura de Carlos Tenreiro considera que “todo este processo se traduziu numa oportunidade perdida, lamentando o facto de não se ter procurado (através de acções próprias para o efeito) o envolvimento e participação da comunidade na sua elaboração, de forma a evitar um documento, como o agora aprovado, o qual, assenta em pressupostos totalmente distorcidos da realidade do concelho, susceptíveis, de prejudicar de forma grave e séria o seu desenvolvimento”.

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