Figueirense Matilde Pinto ensina português a mais de 12.000 km

Matilde Pinto está a mais de 12.000 km da sua terra Natal, a cidade da Figueira da Foz. Rumou a China, onde ensina português.
Numa breve conversa com o Figueira Na Hora, Matilde explica que “a oportunidade de ensinar português surgiu porque eu lutei por isso. Licenciei-me em Estudos Portugueses e Lusófonos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, posteriormente tirei o Mestrado em Português para Estrangeiros na mesma universidade e desde então «andei sempre atrás» de concursos e oportunidades para leccionar português no estrangeiro, pois era o que queria fazer profissionalmente”.
O concurso que a levou à China chegou-lhe através de uma amiga que já lá tinha estado antes. “Não pensei duas vezes, fiz a mala e fui para Chongqing (de setembro a julho)”, revela Matilde Pinto.
Quer o ano passado em Chongqing, na Universidade de Estudos Internacionais de Sichuan, quer este ano em Pequim, na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, a jovem professora lecciona em universidade a alunos que têm o curso de Português como a sua licenciatura. E porquê? Porque “a escolha é feita na perspectiva de um bom trabalho e bem remunerado devido ao facto de saberem uma língua fora do normal (comparativamente ao inglês, claro) e também devido às boas relações entre a China e o Brasil e os negócios daí advindos”.
Matilde garante tratarem-se de “alunos bastante empenhados, muito curiosos em relação à nossa cultura, tradições, costumes”. No 3º ano do seu curso, vêm para Portugal estudar em contexto universitário durante um ano lectivo, no qual praticam e aperfeiçoam o seu português.
Apesar da globalização não ser, hoje em dia, um fenómeno novo, a verdade é que mais de 10.000 kms de distância significa uma socialização completamente diferente. Daí que Matilde refira que “vir para a China foi uma verdadeira aventura! Um país totalmente diferente: uma gastronomia oposta à nossa, uma cultura em nada coincidente com a portuguesa, a barreira linguística...”.
Ainda assim, salienta que “a verdade é que a adaptação foi fácil porque os chineses são pessoas extremamente prestáveis e solícitas e fazem de tudo para ajudar os estrangeiros. Em específico, os alunos são muito simpáticos, auxiliam em tudo o que podem... são como um prolongamento, pois em certas circunstâncias (muitas) são eles que expressam a minha vontade e me ajudam a lidar com burocracias e afins (grande parte da população não fala inglês)”.
De momento a residir neste país asiático, Matilde Pinto tem as opções de futuro completamente abertas e não coloca de parte rumar a outras paragens: “a minha estada na China é incerta, isto é, depende das oportunidades que vão surgindo. Assim como o ano passado estava em Chongqing e agora estou em Pequim, para o ano posso até estar aqui ou noutra cidade ou até noutro país. Estarei onde estiverem as melhores oportunidades para mim”.

 

(Jorge Lemos)

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