I Guerra Mundial: Figueirense Maria José Oliveira identifica em livro 259 presos portugueses que morreram nos campos de internamento e cartas censuradas

Maria José Oliveira

Maria José Oliveira

Maria José Oliveira nasceu na Figueira da Foz. É licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, mestre em História Contemporânea e aluna de doutoramento em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Foi jornalista no Público (1996-2012) e colaboradora da revista Visão História (2012-2015). Coordenou a equipa de jornalistas que trabalhou para o filme «As Mil e Uma Noites», de Miguel Gomes (2013-2014) e fez assistência de investigação para as duas temporadas da série documental História a História (2014-2016).
«Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial. Frente Europeia – 1917/1918» é o seu primeiro livro, à venda nas livrarias de todo o país, nas livrarias do Continente e agora também em destaque nas FNAC′s.
A tese de mestrado de Maria José Oliveira nasceu de um trabalho de investigação que realizou para o jornal «Público» (onde trabalhava) sobre o percurso do seu avô António Lourenço, na guerra. Depois, ao mesmo tempo que trabalhava, tirou o mestrado e fez a tese sobre os presos de guerra (a primeira sobre o tema).
“Anos depois, fui convidada pela editora para publicar a tese, mas achei que devia fazer novas investigações e procurar mais arquivos. Depois da pesquisa, escrevi o livro. Por curiosidade, escrevi-o quase todo na Biblioteca Municipal da Figueira. Fui passar dois meses a casa dos meus pais, em Buarcos, para o escrever”, conta ao Figueira Na Hora.
É precisamente esta história, de laços familiares, com que a autora inicia o livro que além de revelar esta parte da História, traz a público biografias de 259 presos portugueses que morreram nos campos de internamento e as cartas censuradas (de presos para familiares e vice-versa) e que ficaram "perdidas" nos arquivos por si consultados.
Refira-se que o Corpo Expedicionário Português teve mais de 6.500 presos de guerra na Primeira Guerra Mundial.
Um exemplar da obra, que assinala também os cem anos da entrada de Portugal na I Guerra Mundial, foi oferecida à Biblioteca Municipal da Figueira da Foz.

Sinopse
“Comemoração dos 100 anos de entrada de Portugal na frente europeia da I Guerra Mundial
Foi a decisão política mais relevante da I República, realizada sem consulta popular ou qualquer explicação ao país. As consequências foram trágicas: para a população, para os combatentes e para o próprio regime, que começou a definhar com a entrada de Portugal na Grande Guerra.
Entre 1917 e 1918, mais de 50 mil homens partiram para as trincheiras da Frente Ocidental. A maioria nunca saíra das suas aldeias e vilas. Morreram milhares; outros tantos foram feitos prisioneiros e enclausurados em campos de internamento e de trabalhos forçados na Alemanha, França, Bélgica e Polónia. Morreram 260 expedicionários portugueses nesses cativeiros – o número resulta de uma nova contagem feita a partir do cruzamento de fundos documentais, publicando-se aqui a lista dos mortos, juntamente com informações biográficas e militares.
Na historiografia nacional e internacional sobre a Primeira Guerra Mundial, a história dos prisioneiros de guerra continua a ocupar um lugar ensombrado. A publicação de documentação inédita, entre a qual correspondência censurada, e a evocação dos dias de cárcere destes homens procuram dissipar essa sombra, atribuindo-lhes a justiça possível: a memória”.

(in Editora Saída de Emergência)

 

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