Maria João Fialho Gouveia na SAM:

A Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, que habitualmente reúne no último sábado de cada mês para debater um livro previamente escolhido, reuniu, excepcionalmente, este sábado, 16 de março, pelas 15h00, no Centro de Artes e Espectáculos (Sala Afonso Cruz), no âmbito da SAM - Semana Arte Mulher, para uma sessão especial com a escritora Maria João Fialho Gouveia, conduzida pela jornalista, escritora e curadora da SAM, Rosabela Afonso.
Rosabela Afonso iniciou a sessão com uma curta apresentação da SAM, tendo manifestado o seu regozijo pelo acolhimento que a mesma teve por parte do edil da Figueira da Foz, João Ataíde, pois a “Cultura nem sempre chega aos Presidentes de Câmara”. De seguida apresentou a escritora convidada, dando nota do seu percurso profissional, que passou pelo jornalismo, pela rádio, pela publicidade, pela televisão, pelo ensino e mais recentemente pela escrita.
A jornalista centrou grande parte da conversa com a autora de “D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia”, “As Lágrimas da princesa”, ”Maria da Fonte: A Rainha do Povo”, “Sob os céus do Estoril” e “Os Távoras- Entre a Virtude e o Pecado”, nas suas paixões, nomeadamente pela História, cujo “reflexo são os livros", nos quais "não é indiferente à força de grandes mulheres".
Numa conversa fluida e animada, Maria João Fialho Gouveia não se coibiu de dar a conhecer alguns pormenores da sua vida, como por exemplo histórias da sua vivência com a avó paterna ou com um tio materno que vivia em Londres, o qual visitava amiúde na juventude, e também sobre o início da sua carreira de jornalista, que iniciou aos 18 anos.
A escritora, cujo interesse pelos livros vem de miúda, quando era “apanhada a ler debaixo dos lençóis com uma lanterna”, confidenciou ter-lhe sabido bem “deixar de escrever o que os outros me mandavam escrever”.
Maria João Fialho Gouveia confessou também gostar de acordar cedo, de escrever pela manhã e de chegar a escrever cerca 13 horas por dia. Antes de começar a escrever um novo livro a autora faz sempre “um esqueleto”, contudo “a caneta manda no escritor, que põe muito de si no que escreve”.
Questionada por Rosabela Afonso se existe uma escrita no feminino, Maria João Fialho Gouveia foi peremptória a dizer que sim, e lembrou Jane Austen, que começou por escrever com pseudónimo masculino e só mais tarde em nome próprio. Referiu que ela própria não consegue pensar como um homem pois “preciso estar lá” (nos livros).
A autora aproveitou o mote para abordar a condição feminina nos dias de hoje, quer em Portugal, quer em países em que o papel da mulher é anulado pelas convicções políticas e religiosas.
A finalizar a sessão levantou um pouco o véu sobre as suas próximas obras, a que se encontra atualmente a escrever, cuja ação se passa na Idade Média e tem como protagonista não apenas uma mulher mas um casal, e a próxima que vai ter "um jet-lag tremendo, da Idade Média para o século XIX".
Maria João Fialho Gouveia foi convidada a regressar à Figueira da Foz, para participar em nova sessão da Comunidade de Leitores. A promessa de regressar ficou feita, assim que termine de escrever o livro que tem em mãos, até porque "o seu coração sempre esteve à beira mar".

 

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