No 47.º aniversário: “O Hospital da Figueira é uma âncora do Sistema Nacional de Saúde na região”

O Hospital Distrital da Figueira da Foz comemorou ontem 47 anos de existência. Na cerimónia quer assinalou a efeméride, Teixeira Veríssimo afirmou serem estes “47 anos de afirmação na região e no país mostrando, mesmo nos momentos de maior dificuldade, que é possível manter a qualidade do serviço aos doentes e evoluir”.
Um caminho, disse o presidente do conselho de administração do HDFF, “só possível com o suor e dedicação dos profissionais, passados e presentes, que desde sempre vestiram e prestigiaram a camisola do Hospital da Figueira da Foz”.
Teixeira Veríssimo recordou o facto desta unidade hospitalar ter sido escolhida para o grupo restrito de hospitais que vão ter autonomia de gestão e financeira e como atesta os dois prémios recebidos recentemente: o prémio TOP 5 dos hospitais portugueses e o prémio de boas práticas do INFARMED.
O desafio, considerou, passa pela inovação na área médica, como “a criação de novas consultas temáticas como a de cuidados paliativos e insuficiência cardíaca, entre outras; na área cirúrgica com a introdução de novas técnicas, especialmente na ortopedia e na cirurgia geral; na construção do novo bloco operatório, que será realidade ainda este ano; na hospitalização domiciliária, cujo modelo é referência para o país; na telemonitorização, estando já em curso o projecto com os doentes com DPOC; na telemedicina em geral; na criação de hospital sem papel; no projecto da eficiência energética, onde para além do contributo para a sustentabilidade do ambiente, esperamos poupanças de 30% no consumo de energia; em projectos de parceria com o ACES do baixo Mondego e centros de saúde da FF no sentido de retirar doentes crónicos do SU; na criação de um modelo piloto de integração de cuidados na área de influência do HDFF que integre cuidados hospitalares, de saúde e parte social (ministério da segurança social, câmaras municipais, IPSSs, outros parceiros.
“O doente é só um, e precisa do apoio das 3 partes. Este poderá ser um modelo que mudará o paradigma da assistência em Portugal”, disse Teixeira Veríssimo que deixou uma palavra de apreço e agradecimento pelo profissionalismo demonstrado a três funcionários que se reformaram no ano de 2018: Fernando Pereira, Dulce Moita e Vitalina Rodrigues.

Hospitalização Domiciliária

Coube a Sónia Capelo Pereira fazer a apresentação do projecto de Hospitalização Domiciliária (HD). Recordou a origem do programa, em 2017, a assinatura de diversos protocolos mas também variadas acções de formação direccionadas a profissionais “a fim de descomplicar o processo para que todos saibam o papel a desempenhar”.
Resumidamente, a HD visa retirar do contexto hospitalar o utente, ficando ao cuidados de instituições (por exemplo lares de idosos) ou até mesmo nas suas próprias habitações e neste caso, houve que reforçar a equipa de enfermeiros para os cuidados ao domicílio.
Esta alternativa ao internamento convencional apresenta diversas vantagens, como a diminuição da taxa de infecções e a melhoria na gestão das camas em contexto hospitalar.

Figueira Respira Mais

Vitória Martins pormenorizou o projecto «Figueira Respira Mais», centrado no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, numa estreia colaboração do HDFF com diversos parceiros, entre eles a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a Universidade de Aveiro, o ACES Baixo Mondego (Agrupamento de Centros de Saúde) e a Administração Regional de Saúde.
Acções de formação e sensibilização, consultas de cessação tabágica e linha SOS de apoio (924 464 185) são algumas das medidas já implementadas.
Ficou o anúncio da inauguração do «Percurso Figueira Respira Mais», no parque das Abadias, a 23 de abril pelas 15h00. A promoção da actividade física é o principal objectivo.

Plataforma web de transmissão de dados

Joaquim Pedrosa e Rogério Marques apresentaram a criação de uma plataforma web que tem por objectivo melhorar a eficácia e qualidade da transmissão de informação dos utentes especialmente nas passagens de turno.
A ferramenta vem garantir a qualidade da informação, a confidencialidade da mesma e aumentar os níveis da gestão quer dos doentes quer dos cuidados administrados.

“Uma cidade saudável”

“O Hospital Distrital da Figueira é da maior relevância na sua área de influência e nós, Câmara Municipal, temos tido sempre presente a preocupação de colaborar com esta instituição”, considerou Carlos Monteiro.
O vice-presidente da autarquia destacou o facto de “termos uma cidade saudável, mesmo num cenário de várias obras por vezes menos compreendidas. Mas perspectivar o futuro não é fácil”. Elencou diversas medidas neste sentido, como a aposta numa “mobilidade mais suave e menos poluente”, a criação de mais espaços pedonais e zonas de exercício físico.
Quanto ao Hospital, sublinhou que “tem recursos humanos de excelência».

“À altura dos difíceis e estimulantes desafios do SNS”

A sessão que assinalou o 47.º aniversário do HDFF foi encerrada pela presidente da Administração Regional de Saúde.
Rosa Reis Marques considerou que este aniversário “revela o caminho percorrido, mas abre novas perspectivas com projectos inovadores e potenciadores”.
O HDFF, defendeu a responsável, “está à altura dos difíceis e estimulantes desafios do Sistema Nacional de Saúde, é uma âncora do SNS na nossa região”.

Texto: Jorge Lemos
Fotos: José Santos

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