António Miguel Lé: “uma força da natureza, alguém que move montanhas e que não falha com quem não pode falhar”

O empresário e armador figueirense, António Miguel Maia Lé, foi esta manhã distinguido pelo município figueirense com a entrega da Medalha de Mérito Comercial em prata dourada.
Esta atribuição decorre dos prémios recebidos e entregues em Lisboa a 30 de janeiro, nas comemorações do Dia da Docapesca, e que elevaram o nome da cidade quando à embarcação «Mar Eterno» foi entregue o 1º prémio na categoria «Embarcações- Arte do Cerco (Maior volume de vendas em 2022)», e à empresa «Simplesmente Mar, Lda», o prémio categoria «Armadores- arte de cerco (maior valor de vendas 2022)».

Numa cerimónia emotiva e de lotação completamente esgotada, o presidente da Câmara Municipal disse que o carácter e personalidade de António Lé pautam-se “pela fibra, pela têmpera, raça e genes específicos”. O homenageado, salientou Pedro Santana Lopes, “é uma força da natureza, alguém que move montanhas, não falha com quem não pode falhar e o que faz pela Figueira da Foz e pelo sector das pescas é extraordinário”.
As intervenções de António Miguel Lé em defesa do sector das pescas, “luta contra as injustiças e discriminação”, são para o autarca “um alerta, uma mola propulsora para quem está nestas funções”.

Para a secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, a entrega da medalha homenageia o homem, o profissional, mas também todo o sector das pescas português, sendo assim, também, “um reconhecimento ao sector”.
António Miguel Lé, na sua opinião, “é uma pessoa dedicada ao sector que reivindica o melhor não só para a Figueira da Foz mas para todo o país”.
O governante anunciou ainda que governo vai investir 2 milhões de euros na requalificação de diversas infra-estrturas no porto de pesca da Figueira da Foz.

O homenageado agradeceu a presença de todos, desde os familiares às entidades convidadas, não esquecendo “a minha gente”, ou seja, aqueles que com ele partilham esta paixão pelo mar.
“Nesta sala está aqui um património valioso, está aqui todo um país”, considerou o empresário certo de que “as pescas são, no país, um bom exemplo do bom que se faz e que se pode fazer melhor”.
Direccionando palavras aos seus companheiros de trabalho, António Miguel Lé destacou “a rivalidade saudável, os bons resultados e o espírito de trabalho” patente entre todos os que no dia a dia cruzam o oceano.
“Toda a minha vida trabalhei para a minha família e para a minha terra. Olho para o mar com o respeito que se tem por alguém mais velho e que nos ensina. O mar alimenta também a alma”, referiu nesta homenagem que teve lugar no salão nobre dos Paços do Concelho.
E neste contexto, salientou ainda que “se me revolto por vezes é porque o nosso mar não é bem tratado. Tenho o maior orgulho em defender este nosso mar, tudo o que faço é pela defesa do sector das pescas e em tentar dar uma vida mais digna a quem faz do mar o seu sustento”.
A terminar, garantiu “estar ao lado do progresso” salientando , contudo, que “não a todo o custo. Temos de cuidar da preservação dos nossos recursos”.

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