Santos Rocha – Arqueologia e Territórios em exposição e colóquio

Margarida Perrolas, Nuno Gonçalves, Ana Ferreira e Ana Domingues

Margarida Perrolas, Nuno Gonçalves, Ana Ferreira e Ana Domingues

No âmbito do 125.º aniversário do Museu Santos Rocha, a par de diversas iniciativas, a autarquia promove uma exposição que estará patente de 21 novembro de 2019 a 8 maio de 2020.
Tem por base uma reflexão sobre a acção do fundador e patrono do Museu Municipal e as realidades arqueológicas e os territórios da Figueira da Foz, desde as origens até à época contemporânea.
Como objectivo, caracterizar o território e a sua evolução em tempos pré-históricos e históricos, abrangendo a geologia e a geomorfologia, nomeadamente a evolução do estuário do Rio Mondego, a botânica, o clima e as suas alterações, além de incorporar no acervo do Museu espólios pertencentes ao território do município que se encontram dispersos, algum dele proveniente de acompanhamento arqueológico de obras públicas, como auto-estradas.
A exposição repartir-se-á por duas salas. Na sala de exposições do piso de entrada do espaço museológico será dado enfoque à Carta Arqueológica e que será transposta para uma maqueta com projecção interactiva, a partir da qual se abrirão «janelas» para descobertas arqueológicas com 100, 10 ou 1 ano.
Já a sala do piso inferior será «palco» para o complexo industrial do Cabo Mondego. Aí será apresentada a colecção particular do professor Soares Pinto, fotografias antigas do espólio do Arquivo Fotográfico Municipal, um vídeo com testemunhos orais de pessoas que viveram a última fase da fábrica da cal e cimento, e outro com sons do complexo.
Por outro lado, o município encontra-se a organizar um colóquio, dias 21 e 22 de novembro, em parceria com o Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra com a colaboração de diversas entidades, dividido em duas conferências a proferir por oradores, enriquecido com comunicações e pósteres (ver aqui).
No dia 23, haverá lugar excursão científica com saída do Museu Municipal Santos Rocha às 10h00 e passagem por Santa Olaia (visita guiada por Marco Penajoia), Dólmen das Carniçosas (visita por Carlos Batista) e Cabo Mondego (visita por Pedro Callapez e José M. Soares Pinto).
A Comissão de Honra é composta por Adília Alarcão, António Ferreira Soares, Isabel Pereira, Jorge de Alarcão, Jorge Paiva, José d’Encarnação, José Manuel Brandão, José Morais Arnaud e Luís Raposo.
Da Comissão Científica fazem parte António Campar de Almeida, Amílcar Guerra, Carlos Fabião, Helena Catarino, Pedro Callapez, Raquel Vilaça, Rui Parreira, José Manuel Soares Pinto, Teresa Gonçalves e Thierry Aubry.

“UMA EQUIPA QUE PRODUZ, PRESERVA, PENSA”
Na apresentação dos eventos o vereador da Cultura destacou a importância da exposição que dá a conhecer o universo arqueológico local com peças que só agora são trazidas a público bem como a mais valia das comunicações a apresentar nos colóquios.
Nuno Gonçalves reconheceu ainda a presença nos serviços culturais de “uma equipa que produz, preserva, pensa e se preocupa com a sustentabilidade do Museu” relevando assim quer a capacidade técnica dos recursos humanos quer o acervo, duas valências que “permitem conceber esta exposição temporária, mas também revelar novas descobertas” que “caracterizam o território e a sua evolução”.
O autarca adiantou ainda a intenção, neste ano de aniversário, de levar algum do espólio do Museu às diversas freguesias do concelho, numa descentralização cultural assente “em preceitos de segurança dignos” das peças que, desta forma, “chegam a novos públicos, procurando com eles interagir” e potenciando experiências.

CARTA ARQUEOLÓGICA: “UM TRABALHO INACABADO”
A chefe de Serviços de Museu e Núcleos referiu-se à exposição como sendo um espaço que dará a conhecer não só espólio já conhecido, mas também novos espólios e novas descobertas da arqueologia figueirense, como a Quinta das Pitanças, do período Mesolítico - transição da pedra lascada para a polida - com cerca de 9000 anos, descoberta pelo professor Pedro Callapez.
Ana Ferreira explicou que esta exposição que agora se prepara tem como ponto de partida a Carta Arqueológica que partiu de diferentes «ferramentas» de construção autárquica, como a revisão do Plano Director Municipal (PDM (2012-2017), “abrindo «janelas» para as novas descobertas”.
“A Carta é um trabalho inacabado, uma ferramenta de protecção de sítios arqueológicos”, disse a responsável dando como exemplo a movimentação de solos em zonas protegidas pelo PDM.

CULTURA NA WEB
Coube à técnica municipal Ana Domingues apresentar o micro-site de «Santos Rocha – Arqueologia e Territórios em exposição e colóquio» (aceder aqui), uma ferramenta web dinâmica, funcional e que verte a principal informação quer da exposição quer do colóquio. Para já apenas em língua portuguesas, mas em breve também em língua inglesa.
Contém ainda um resumo histórico do Museu Municipal, mas também acesso direto à inscrição obrigatória no colóquio e o modelo de funcionamento, apor exemplo, das comunicações e pósteres a integrar este espaço de informação e debate.

A VIAGEM PELA HISTÓRIA
Esta apresentação (passado dia 6), contou com a actuação de alunos do Conservatório de Música David de Sousa, representada pela directora pedagógica Cristina Loureiro.
A performance artística «Máquina do Tempo» foi dividida em três momentos: as coreografias «Pré-História», “Evolução do comércio marítimo entre outros desenvolvido pela civilização fenícia» e «Revolução Industrial», sendo que a percussão fez parte deste tema, recorrendo-se a instrumentos derivados dos metais (tubos de cano de ferro).

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