“Quem ensina a voar não pode rastejar” – manifestação em defesa da escola pública

«Valorizar a escola não é aceitar esmola», «Juntos pela educação», «Respeito pelo ensino», «Quem ensina a voar não pode rastejar», «Educação, a Mãe soberana da Nação», «Estou em luta pela Educação», «Nós ensinámos a geração mais bem preparada de sempre! Deixem-nos continuar».
Estas foram apenas algumas das frases que se podiam ler – e ouvir – na concentração «Escolas Unidas pela Educação», que decorreu esta manhã, e que juntou na praça em frente à Câmara Municipal da Figueira da Foz centenas de professores, assistentes técnicos/operacionais/especializados, encarregados de educação e alunos, uma representação da comunidade educativa local.
A acção contou ainda com a presença dos vereadores Olga Brás e Manuel Domingues, que desta forma se associaram à manifestação por uma escola mais justa e mais respeito pela classe profissional.

“Temos de olhar para a Educação como um investimento e não uma despesa”

“Ninguém deve ser avaliado neste sistema em que as pessoas estão há anos com uma nota de excelência e depois só podem subir de escalão de acordo com as quotas disponíveis. Hoje um miúdo que estivesse na escola primária, 1.º, 2.º ou 3.º ciclos e alguém lhes dissesse «atenção, a turma pode ter toda 20 valores, mas só cinco alunos é que podem ter 20 na pauta no final do período», ninguém iria compreender”, considerou a vereadora da Educação.
“Obviamente que são regras, e vêm detrás, mas só podemos estar solidários com todos os professores. Daquilo que decorre na responsabilidade da Câmara, estamos a ver o melhor que se pode fazer com a tutela”, sublinhou Olha Brás afirmando que “temos de olhar para a Educação – e também a Saúde – como um investimento e não uma despesa. Os profissionais da Educação merecem mais respeito por parte das entidades envolvidas, nomeadamente pela tutela”.
É partilhando estas e outras aspirações que Olga Brás explicou que “a Câmara Municipal tem competências na Educação, mas no que concerne a assistentes operacionais e técnicos. Mas só podemos colocar assistentes segundo o rácio e orientações da DGEST. Não temos assim tanta autonomia como por vezes se pensa”.
Nesta linha, disse a autarca, “não percebemos que uma assistente operacional esteja há 20 anos a trabalhar, a dar de si, e que continue a ganhar o ordenado mínimo num quadro em que um profissional que entre agora irá ganhar exactamente o mesmo ordenado, é óbvio que isto não é justo. Não podem existir situações destas, mas o que é um facto é que são ordens emanadas pela tutela”. E ficou uma garantia, por parte da vereadora: “nós somos interlocutores, mas vamos vendo o que podemos fazer, há toda uma abertura da Câmara Municipal nesse sentido”.
(Jorge Lemos)

COMENTÁRIOS

ou registe-se gratuitamente para comentar.
Critérios de publicação
Caracteres restantes: 500

mais

QUEM SOMOS

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.

CONTACTOS

967 249 166 (redacção)

geral@figueiranahora.com

design by ID PORTUGAL