Navigator mantém redução parcial de produção durante junho garantindo rendimento dos trabalhadores

A The Navigator Company, que apresentou os resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre, vai continuar a garantir a totalidade do rendimento de todos os seus trabalhadores apesar de ter decidido renovar, até ao final de junho, a redução parcial de produção de papel UWF (papel de impressão e escrita) anunciada no mês passado, provocada por uma diminuição de encomendas, abrupta e sem precedentes, registada desde o final de Março.
Num contexto de redução das vendas de papel de impressão e escrita a produção integrada de pasta foi ajustada de acordo com as necessidades de laboração das máquinas de papel, sendo que a fábrica de pasta de Aveiro, que alimenta a fábrica de tissue e produz a pasta para mercado, continua a operar dentro da normalidade
Por seu lado, no tissue, as fábricas de Aveiro e de Vila Velha de Rodão funcionam igualmente sem restrições nas suas operações.
O conselho de administração da Navigator decidiu também propor aos accionistas que os resultados líquidos referentes a 2019, no montante de 168 milhões de euros, fossem transferidos para reservas livres.
A Navigator tomou também a decisão de recorrer ao regime do lay-off simplificado durante o mês de junho, sendo o número de colaboradores afectados pelo lay-off de 1.201, dos quais apenas 97 em lay-off integral, com efeitos a partir de 1 de junho.
De realçar que, no que diz respeito a Equivalentes a Tempo Inteiro, estarão em lay-off menos de 13% do universo total de trabalhadores da empresa que garante a todos os colaboradores a totalidade do rendimento.

Recuperação progressiva das vendas até final do ano

A suspensão parcial da produção de papel foi realizada num contexto de abrandamento da actividade que levou a diversas paragens por parte dos produtores de papel em todos os continentes. “Graças à excelente posição na carteira de encomendas que detinha em março”, a Navigator conseguiu “adiar esta opção até ao limite possível, sendo que este ajuste possibilitou um maior equilíbrio entre a oferta e procura, minimizando o risco de maior acumulação de stocks na cadeia de abastecimento”.
Segundo a empresa, “a procura por papel de impressão e escrita é fortemente afectada num contexto de paralisação social, nomeadamente com o fecho de escolas, comércio e escritórios e o dinamismo do mercado deste papel no futuro próximo está dependente, como a maioria dos sectores económicos, do sucesso da retoma da actividade económica que se crê acontecer progressivamente a par com os programas de desconfinamento e regresso à normalidade possível”.
Deste modo, a empresa estima que “o efeito na procura global de UWF seja mais forte no segundo trimestre e com maior incidência nos mercados chave na Europa e nos Estados Unidos, antevendo-se uma recuperação progressiva até ao final do ano”.
“A procura por papel de escritório beneficiará particularmente da reabertura das escolas e universidades, do regresso dos trabalhadores aos escritórios e do ressurgimento do sector dos serviços. Noutro prisma, a procura por papel folio e bobinas dependerá do relançamento dos sectores de edição e publicação e do sector de promoção e publicidade (impressão comercial)”.

Navigator apoia comunidades e mantém Gabinete de Crise

A Navigator está a acompanhar em permanência a evolução desta situação pública de emergência sanitária, tendo implementado, logo no final de fevereiro, um plano de contingência que tem por base as indicações da Direcção-Geral de Saúde, tendo criado também um Gabinete responsável por gerir e acompanhar a evolução da propagação do Covid-19, com reporte directo e reuniões regulares com a Comissão Executiva do Grupo.
O plano de contingência delineado pela Navigator destina-se essencialmente “a defender a saúde de todos os colaboradores e da comunidade em geral, bem como assegurar a continuidade das operações”.
O Grupo lançou também diversas iniciativas de apoio às populações nos concelhos onde opera, nomeadamente co-doando equipamento de radiologia digital ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, doações recorrentes de diverso material de protecção aos hospitais de Setúbal e de Aveiro e oferta de papel de apoio ao estudo a 3600 crianças de famílias carenciadas.

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