“O papel da ACIFF foi e continua a ser fundamental no apoio à actividade empresarial” – diz Nuno Lopes

Nuno Lopes, presidente da direcção da ACIFF

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) comemora amanhã, dia 21 de maio, o seu 185.º aniversário.
Num resumo à actividade desenvolvida neste período de pandemia causada pelo COVID-19 a direcção salienta que “a equipa da associação esteve ao lado dos empresários e foram mais de três centenas aqueles que recorreram ao contacto telefónico com a ACIFF, durante os últimos 2 meses”.
Dúvidas sobre as medidas e o cumprimento das obrigatoriedades legais no estado de emergência, juntamente com a realização de candidaturas aos apoios disponibilizados pelo governo às empresas, foram das actividades que mais se evidenciaram.
Refere a associação presidida por Nuno Lopes que “os apoios do Estado têm vindo a melhorar, mas continuam escassos face às dificuldades que se atravessam. Para algumas actividades será necessário apoio a fundo perdido para que as empresas sobrevivam e consigam manter-se activas, principalmente as afectas ao turismo”.

Medidas de apoio

A direcção delineou algumas medidas que podem ser um apoio aos diversos sectores que representa. Algumas delas já anunciadas ao município e agora aplicadas pelo mesmo, como são exemplo a isenção das taxas de esplanadas e a diminuição da factura da água, ficando ainda de fora o IMI. “Mas outras medidas devem ser pensadas pois são muitas as dificuldades que alguns sectores empresariais atravessam. A hotelaria terá um verão difícil e provavelmente alguns irão optar por não abrir, o mesmo acontecerá com os bares. O pequeno comércio pouco ou nada beneficia com as medidas anunciadas pelo município”.
Desta forma, “a ACIFF tenta, dentro daquilo que são as suas possibilidades, criar ferramentas que demonstrem a confiança aos clientes e por isso lançou ontem a campanha de promoção do comércio seguro, de forma apelar ao consumo no comércio tradicional.

«Free Covid – Nós Cumprimos»

Também o «Free Covid – Nós Cumprimos» é um selo que a associação criou para os estabelecimentos de comércio e serviços. A atribuição deste selo garante que o estabelecimento conhece e aplica as regras de higienização e segurança estabelecidas pela Direcção Geral de Saúde e será validado à posteriori, pelo Serviço de Segurança e Saúde do Trabalho da Associação. Este selo gratuito tem como objectivo dotar as empresas de um plano de contingência para o COVID-19 e simultaneamente dar confiança ao consumidor, promovendo as compras no comércio tradicional.
Por outro lado, a ACIFF continua a apoiar a realização de candidaturas sendo a mais recente a ADAPTAR, com a possibilidade de recuperação a fundo perdido de 80% dos investimentos feitos em equipamentos de protecção individual para a laboração da actividade das empresas.
“Temos estimulado o sector do Turismo, nomeadamente hotelaria e restauração a candidatar-se ao selo «Safe & Clean» promovido pelo Turismo de Portugal, com o mesmo sentido do nosso selo, a transmissão de confiança para quem nos visita”, sublinha Nuno Lopes explicando que a reabertura dos estabelecimentos foi acompanhada pela equipa da ACIFF com o apoio no esclarecimento de todas as informações necessárias ao cumprimento das directrizes do governo.

Comércio Digital

“Na defesa das necessidades do presente, mas também a pensar no futuro, somos parceiros de uma iniciativa da ACEPI (Associação Economia Digital) no programa Comércio Digital. Este programa é mais um passo para a construção de uma plataforma digital para que o e-commerce na Figueira da Foz seja uma realidade cada vez mais necessária para actividade das microempresas”, salienta a direcção da associação aniversariante.
Para Nuno Lopes, “o papel da ACIFF foi e continua a ser fundamental no apoio a actividade empresarial. O aumento na adesão de novos sócios nestes últimos meses, representa para nós um reconhecimento do nosso esforço e dedicação”.

Postos de trabalho estão em causa

A 17 de abril passado a ACIFF enviou aos seus associados um inquérito com o intuito de apurar os efeitos causados pela pandemia do COVID-19 no tecido empresarial figueirense. Num universo de aproximadamente 1000 associados, responderam a este inquérito 206 empresas.
Das empresas que responderam ao inquérito, 76% são microempresas com menos de 10 funcionários, constituídas essencialmente por comércio local ou prestadoras de serviços.
59% destas empresas estavam encerradas à data do inquérito por imposição do governo e 23% a trabalharem de forma parcial (as designadas actividades essenciais), no seu todo a actividade comercial foi condicionada em 82%.
Do universo de empresas inquiridas, 89% viu a sua facturação reduzida, para mitigar estes prejuízos (avultados), 67% das empresas recorreram a alguma medida de apoio disponibilizada pelo Governo (algumas não o fizeram por não cumprirem os critérios de elegibilidade). As medidas mais solicitadas foram o Lay-off Simplificado e o Apoio à Tesouraria.
"Atendendo a este cenário, 9% dos empresários vai diminuir o número de trabalhadores e 19% está a ponderar essa possibilidade, o que significa que 28% dos postos de trabalho estão em causa caso não se consiga inverter a tendência da economia portuguesa e 5% das empresas inquiridas equaciona encerrar definitivamente".

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