Projeto RNCZ aponta regulação e cooperação como chaves para descarbonizar o setor naval

Um dos momentos centrais da sessão foi a mesa-redonda «Descarbonizar: do roteiro à ação»

O Projeto Roteiro Naval Carbono Zero (RNCZ) promoveu hoje, dia 1 de julho, o workshop «RNCZ: Rumo à Descarbonização da Indústria Naval», no Campus Figueira da Foz da Universidade de Coimbra.
A iniciativa, promovida pelo Fórum Oceano e pela CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho, assinalou o encerramento do ciclo de auscultação regional e o início de uma fase estratégica de consolidação e construção de soluções concretas para a neutralidade carbónica no setor naval.
O evento reuniu diversos representantes de entidades públicas, empresas, centros de investigação, especialistas e associações do setor da construção, reparação e manutenção naval (CRMN): 3drivers; Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF); Atlanticeagle; CO+K; EPFF_INTEP; Haedes; Incubadora Mar & Indústria; Município de Mira; PRIO; Qualiseg; Telles; Universidade de Coimbra. A sessão constituiu um momento de partilha técnica e estratégica em torno dos desafios e oportunidades da transição energético no setor, com horizonte temporal até 2050.

“Somos a Universidade mais sustentável do país”
Na sessão de abertura, Nuno Mendonça, vice-reitor para a Inovação, Relações Empresariais e Empregabilidade da Universidade de Coimbra, destacou a importância da colaboração entre a academia, as empresas e os decisores políticos para acelerar o processo de descarbonização naval.
“Somos a Universidade mais sustentável do país (…) Por isso, para mim é essencial acolher-vos hoje aqui (…); é um gosto acolher um evento que reitera a sustentabilidade.”, declarou Nuno Mendonça.
O programa incluiu a apresentação do RNCZ por Francisco Araújo, da CEVAL, um dos promotores do projeto, que sublinhou a importância dos Workshops de auscultação do projeto, afirmando que “é importante passar pelo país inteiro, abrir as portas e ouvir as várias vozes dos stakeholders do setor naval”. Seguiu-se a apresentação dos resultados dos Workshops de auscultação por Hugo Marques Sousa, da Magellan Circle, parceira do projeto, que sublinhou a necessidade de adaptação do Roteiro de Descarbonização às diferentes empresas.
Entre os destaques da manhã estiveram os contributos técnico-estratégicos dos parceiros do RNCZ. Manuel Carrasqueira, da Qualiseg, abordou o papel da eficiência energética e descarbonização no setor CRMN. João Alves, da Haedes, destacou as tecnologias emergentes e o enquadramento ESG aplicável à descarbonização da frota. Já António Lorena, da 3drivers, exibiu uma perspetiva internacional de descarbonização na indústria naval.
Durante um painel dedicado à regulação, Ivone Rocha, da sociedade Telles, analisou os enquadramentos jurídicos e a necessidade de reforçar os mecanismos regulatórios que sustentem o roteiro em desenvolvimento.
Um dos momentos centrais da sessão foi a mesa-redonda «Descarbonizar: do roteiro à ação», que reuniu representantes de entidades com papéis-chave na transformação do setor. Participaram Bruno Costa, gerente da Atlanticeagle Shipbuilding, em representação da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF); Eduardo Feio, presidente da Administração dos Portos de Aveiro e da Figueira da Foz; e Telmo Ferreira, Head of Emerging Businesses and Shipping na PRIO.
O debate centrou-se na implementação de soluções concretas e no papel das empresas e instituições enquanto agentes de mudança: “O que podemos fazer é sentar-nos à mesa, pensarmos em conjunto de forma unida e integrada. A descarbonização não é só parte de um negócio, é o futuro do nosso planeta e, portanto, é necessário um pensamento conjunto integrado”, declarou Bruno Costa.
A sessão de encerramento ficou a cargo de Gonçalo Santos, do Fórum Oceano, promotor do RNCZ, que reforçou o papel estratégico da indústria naval como pilar estratégico da economia azul e apelou à urgência de um compromisso coletivo com metas ambientais ambiciosas.
O Roteiro Naval Carbono Zero, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é um projeto promovido pelo Fórum Oceano e pela CEVAL– Confederação Empresarial do Alto Minho, que visa definir um plano com metas concretas de descarbonização indústria naval portuguesas entre 2025 e 2050.

SOBRE O FÓRUM OCEANO
O Fórum Oceano é a entidade gestora do Cluster da Economia Azul de Portugal, certificada e reconhecida pelo Ministério da Economia e do Mar.
É uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover e valorizar a economia do mar em Portugal, apoiando o desenvolvimento sustentável do setor marítimo em Portugal, promovendo a inovação, o empreendedorismo e a cooperação entre as entidades do setor.
Para isso, desenvolve diversas iniciativas e projetos que visam fortalecer a competitividade das empresas e instituições que atuam na economia do mar.
Entre as principais atividades do Fórum Oceano destacam-se a promoção da investigação e desenvolvimento de novas tecnologias, a facilitação do acesso a financiamento e investimento, e o apoio à internacionalização das empresas e instituições do setor.
O Fórum Oceano tem mais de 160 associados de diversas fileiras e setores, reunindo empresas, associações e instituições do setor e desempenhando um papel fundamental na promoção da economia do mar no país.

SOBRE A CEVAL - CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DO ALTO MINHO
A CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho é uma Associação Privada sem Fins Lucrativos, fundada a 5 de junho de 1998. Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do tecido associativo empresarial do Alto Minho e inovar na sua forma de atuação.
A CEVAL tem-se afirmado como um agente facilitador e participativo no processo de desenvolvimento sustentável da Região, incorporando objetivos, intervenções inovadoras e uma vocação de proximidade ao Tecido Empresarial e Institucional.
Entre as suas principais atividades destacam-se o apoio ao empreendedorismo, a promoção da internacionalização das empresas, a cooperação transfronteiriça, a interligação entre a educação e o tecido empresarial, e a disseminação de informação estratégica que impulsiona o crescimento das empresas. A entidade visa, ainda, a integração de estratégias, a partilha de objetivos e recursos e o funcionamento em rede, promovendo uma atitude empreendedora e criativa, indutora de inovação e do desenvolvimento de capacidade de lobby.

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