Bem-vindo ano de 2022!

Quando, no próximo dia 31 de Dezembro deste ano de 2021 os três ponteiros do relógio se abraçarem nas 24 horas pela última vez, terminará este ano e imediatamente começará o novo ano de 2022.
Do ano ido de 2021 apenas restarão memórias e, do novo ano de 2022 ainda nada saberemos, apesar de o recebermos em festa, esperançados que em tudo nos seja próspero e melhor do que o anterior. Repetimos este procedimento com indiferença e até com uma certa ingratidão - está-nos na natureza.
Na verdade, tudo o que ele nos trouxer será novo, irrepetido e irrepetível porque também na vida nada se repete. Nada! Apesar de ilusoriamente poder parecer-nos que sim, nem sequer os segundos se repetem, pois, eles são como a água que corre nos rios, ela passa e nunca mais retorna. Apenas os pensamentos se repetem, se o permitirmos, e, quanto mais repetirmos os maus pensamentos, mais doentios e aprisionantes se tornam; quanto mais repetirmos os bons e edificantes pensamentos, mais luminosos e transformadores se tornam, é por isso que devemos renovar os nossos pensamentos para que entremos limpos no novo ano. Com ele virão novos desafios, novas oportunidades, novas alegrias e também tristezas. Virão, igualmente, encantos e desencantos porque tudo isso faz parte da essência da vida.
É tradição comermos na despedida do ano uma passa por cada lamento do relógio e simultaneamente formularmos um desejo. (Sempre me questionei: - porquê apenas doze desejos e não vinte quatro? Será por causa da pressa que há em descartarmos quem nos serviu durante os últimos 365 ou 366 dias? Será por pura ingratidão?) Ainda não será este ano que quebrarei essa tradição (reparem na magia das palavras: se à tradição retirármos a letra Dê, obteremos a palavra traição, – dá que pensar!) Mantendo a letra Dê no seu devido lugar, aqui vão os meus apressados desejos para o vindouro ano:
1º - Que em 2022 se escreva e consagre o Artigo Primeiro da futura Constituição Universal: “ Que ninguém se aproprie senão do estrictamente necessário, para que nada falte a outro ser humano.”
2º - Que os economistas troquem de vez os canhões por mais manteiga;
3º - Que a ONU adopte como língua oficial a linguagem amorosa do coração.
4º - Que as cores predominantes nas bandeiras das nações sejam as da paz, da fraternidade e da igualdade;
5º- Que façamos de todas as crianças nossos filhos;
6º - Que nunca mais se oiça uma criança a chorar com fome;
7º - Que doravante as lágrimas sejam somente copiosas, roliças e gordas de alegria!
8º- Que a palavra felicidade seja a predominante no mundo;
9º - Que as risadas e as gargalhadas fartas ecoem sempre que os homens se encontrarem;
10º - Que os idosos se tornem visíveis e nunca mais se sintam esquecidos e abandonados;
11º - Que todos os homens tenham direito a sentarem-se na sua poltrona dos sonhos;
12º - Que nunca mais nenhuma criança sinta medo de crescer.

Figueira da Foz, 27 de Dezembro de2021.
* Este texto, foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.
“Copyright 2016 Walter Ramalhete. Todos os direitos reservados.”

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