Crónicas de tudo e de nada

Uma historieta pessoal (afinal esta página chama-se crónicas de tudo e de nada…)
Quando, em 2001, celebrávamos o nosso 1º aniversário de casamento, o Louis organizou uma viagem surpresa de fim-de-semana a Paris. Vivíamos então em Londres, apanhámos o TGV e lá fomos, Sábado de manhã cedo, felizes com a oportunidade. Viagem rápida e confortável, check-in no hotel próximo do Arco do Triunfo e toca a marchar Champs-Élysées abaixo para apreciar as grandes e famosas “griffes” até à Place de la Concorde. Aproximando-se a hora de almoço, rumámos ao restaurante que nos tinha sido recomendado e que tinha sido reservado com antecedência considerável. Chez Georges, na rue du Mail, é um típico “bristot”, comprido e estreito, acolhedor, com uma decoração “retro”, serviço eficiente e alegre e comida fantástica. Logo ali prometemos voltar! Dali, seguimos para uma visita de quatro horas ao Louvre, passámos rapidamente pelo hotel e regressámos à Place de la Concorde onde nos esperava um requintado e extravagante jantar no restaurante Les Ambassadeurs, no famoso Hotel de Crillon. Tinha sido um dia intenso, mas tínhamos então menos 20 anos e estávamos prontos para apreciar o resto do fim-de-semana ao mesmo ritmo.
Mas… não era para ser assim. Chegados ao hotel o Louis tinha vários emails com apelos desesperados de um cliente para que estivesse em Estocolmo no Domingo para uma reunião urgente e importante. E lá fomos, para Estocolmo, num voo de manhã bem cedo no Domingo. Vida de consultor oblige… O Louis passou o dia em reuniões e eu vagueei pela cidade, que adoro, até à hora do voo de regresso a Londres ao fim do dia.
E esta foi a celebração do nosso dia especial! Nunca perdoámos a este cliente, que é hoje em dia um dos nossos melhores amigos. :-)
Mas estávamos determinados a voltar a Paris para outra celebração e decidimos fazê-lo em 2020. Ah non! C’était la pandémie! E em 2021… la même chose! Mas desta vez fomos! Foram cinco dias de sol na Cidade da Luz. E voltámos ao Chez Georges que, apesar da passagem da gerência para a geração seguinte, continua com o mesmo ambiente caloroso, onde o dono, sempre presente, recebe e despede-se de cada cliente como se fosse a mais importante celebridade do mundo. A comida continua excelente, o serviço bem-disposto e eficiente, o ambiente descontraído e requintado entre o burguês e o boémio como se estivéssemos na “rive gauche”.
Fizémos tudo o que nos tínhamos proposto fazer: não re (tre)visitámos o Louvre mas voltámos a Montmartre e ao Sacré Coeur, passámos um dia em Versalhes e fomos jantar e ver o espectáculo “Féerie” ao Moulin Rouge. Mas andámos muito menos a pé e muito mais de BIG BUS, transportes públicos e Uber…
São as marcas do tempo. Afinal 20 anos a mais não são pêra doce, mas continuamos (pelo menos mentalmente) prontos para caminhar mais uns anitos juntos, mesmo que não vamos a lado nenhum.

10/10/2022

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