Frestas!

Esgueiro-me pela estreita fresta da porta entreaberta que me permite voar nas asas do meu olhar ao encontro do verde distante das ramagens alegres farfalhadas pelo vento irrequieto e despudorado.
O vento desabrido e sem previsível destino apenas sabe que vai, porque vai apenas levado pelo seu instinto sem dono nem caminho e, eu aqui fechado sei apenas que fico, porque fico por aqui travado por mais uma batalha que travo neste meu imposto destino.
Destino em que nada destino, muito mais triste do que o do vento alegre sem destino certo no destino que não sabe ao certo que segue.
Perco-me aqui parado, enquanto o vento se perde no incerto movimento, perco-me nas incertezas que crescem e que me dão a única certeza que me cumprirei amando a beleza daquele verde alegre farfalhado pelo vento que apanho quando me escapo pela fresta desta porta entreaberta.
É o meu destino, este destino que não destino, mas que cumpro certinho e sem desatino.

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