Maldição ou fabricação?

Pareces uma maldição
Que me tolhe a mente
E trava a escrita na mão
Mas o meu coração ainda sente.//
Estou com medo mudo
Não vos quero mentir
Eu mesmo me acuso
É medo o que estou a sentir//
Fico apático e parado
Suspiro mas não me mexo
Quedo-me vazio e calado.
Nada, nada disto mereço.//
É um sentir pavoroso
Que vírus malvado!
Invisível e silencioso
Até pareces deslavado.//
Matas indiscriminadamente
Matas pessoas e a esperança
Matas idosos principalmente.
E matas até inocentes crianças.//
Roubaste-nos as ilusões
A tranquila confiança
Os calmos serões
As noites mansas.//
Ceifaste-nos amigos
Roubaste-nos abraços
Varreste os sorrisos.
Restaram rostos fechados.//
Não nos vencerás, maldito!
És do mal filho predilecto
Assim, e desde já, fica dito.
Serás vencido, eu o decreto!//
Voltaremos a sorrir e a viver
Tornaremos a beijar e a abraçar.
Voltaremos livres a conviver
Tornaremos sem receio a amar.//
De ti, malvado, restará má memória.
Descobriremos a tua origem verdadeira?
Isso sim!, ficará para a história!
Desonrarás governantes e nações inteiras?//
Queria acreditar que não!
Mas tenho muito receio…
Porque riqueza e poder na mão.
São combinações de mau cheiro//
Maldição ou fabricação?
Tanto pensar tolhe-me a mente
E trava-me a beleza nas mãos
Mas o meu coração ainda sente!

* Este texto, foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.
“Copyright 2016 Walter Ramalhete. Todos os direitos reservados.”

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