O mal está gordo!

O mal está gordo, luzidio e anafado, corre-lhe a favor o tempo como presente.
São-lhe fartura as dores e os gritos horríveis,
sofre a humanidade a sangrar cheios caldeirões nos altares da perpétua barbárie.
O mal canta, dança e gargalha feliz, morrem as inocentes crianças, os pais e os avós.
Quem ficará cá, quem restará após?
Dormem regalados os mandantes da morte,
com o peito pesado de insanas medalhas.
Os descartáveis mandados rastejam enlameados nas valas,
ou entocados fundo debaixo da terra,
já nem gente são, gente não age assim!
A morte cai do céu com estrondo e fogo,
a terra minada explode traiçoeira,
enlameia-se do sangue que ainda mais acirra.
Quando um dia o mal gordo se empanturrar,
arrotará vitória, paz, retirada ou rendição
e as ratazanas festejarão até que ele sinta fome novamente.
Não tem sido assim repetidamente?

Walter Ramalhete.
Figueira da Foz, 2 de Dezembro de 2023.
Este texto foi escrito nos termos ortográficos anteriores ao actual (Des) Acordo Ortográfico.
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