Ondas, ondas, ondas,,,

O mar a chocalhar as suas ondas gigantes a cada respiração encerra menos mistérios do que as memórias, os pensamentos e as vivências duma pessoa.
É assim com toda a gente, e é também assim comigo, pois:
o meu silêncio é aparente, ele não é silencioso, é um tumultuoso ruído abafado;
a minha quietude engana, ela oculta as ânsias das montanhas mal dominadas;
a minha alma não descansa, ela apenas dormita entre os sonhos agitados dos vulcões preste a explodirem;
também a minha idade não é real, ela mente a si própria quando cobre com um manto velho a juventude que ainda a inquieta;
no entanto, o que eu mais queria, era ter de mim a certeza bruta da força estranha daquele mar a chocalhar as suas ondas gigantes a cada respiração, mesmo que encerre menos mistérios do que as memórias, os pensamentos e as vivências inúteis das ondas da minha pessoa...

* Este texto, foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.
“Copyright 2016 Walter Ramalhete. Todos os direitos reservados.”

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