Sopa do tempo

Cresço no rico sabor agridoce das minhas memórias./
Chocalham-me com o fulgor das cabritas inquietas./
Algumas delas lembram as campainhas das bicicletas./
Nem as recordações dolorosas me são escórias./

Finto-as todas vivas nas cegadas das apanhadas./
Quando tropeço levanto-me a rir-me ou a chorar./
Repicam-me e repicam-me sinos doces a chamar./
Refaço a vida perdido entre as gargalhadas./

Sento-me sob árvores frondosas que bebem o luar./
Tenho no infinito olhar uma estrela por lar./
Lá durmo, lá me acordam, é lá que tenho a cama./

Nado poderoso nas ondas cheias do meu futuro./
É! É belo! É harmonioso! É colorido! – Juro!/
Sigo aquela linda voz do sininho que me chama./

Figueira da Foz, 3 de Março de 2021.

* Este texto, foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.
“Copyright 2016 Walter Ramalhete. Todos os direitos reservados”

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