Autárquicas: Pedro Machado defende Figueira da Foz como «Cidade Criativa da Gastronomia em 2023»

“Turismo e desenvolvimento económico» foi o mote da quarta conferência dinamizada pela candidatura «Pedro Machado - Figueira do Futuro» à Câmara Municipal da Figueira da Foz, pelas listas do Partido Social Democrata, que reuniu diversas figuras nacionais e locais na Assembleia Figueirense.
Nesta conferência, Pedro Machado elencou quatro conjuntos de medidas que considera essenciais no que respeita à retoma económica do concelho:
programa de recuperação dirigido às micro e pequenas empresas
aposta no mercado interno
aposta no mercado internacional
desenvolvimento de um turismo que seja sustentável e diferenciador.

“Eu diria que, até pelo menos julho de 2022, terá de existir um programa efectivo e musculado de recuperação das nossas micro e pequenas empresas. Este é para mim um ponto chave que uma política municipal não pode deixar de fazer”, afirmou o candidato à autarquia local.
“Parte da almofada que tivemos em junho, julho e agosto de 2020 foi do mercado interno. O Centro de Portugal, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística de março, foi o primeiro destino nacional da procura dos portugueses e queremos continuar a ocupar o primeiro lugar do pódio da procura nacional”, exemplificou Pedro Machado, sublinhando “a importância de termos esta almofada, esta alavanca que permita nos 9, 8 ou 7 meses que estão fora do ponto alto da procura turística, muito alavancada pela sazonalidade, termos procura turística”.
Essa procura “é feita com congressos, concertos, exposições, mas é preciso ir à procura”.
Quanto aos mercados internacionais, Pedro Machado lembrou os 8 milhões de consumidores que estão identificados no corredor territorial Figueira da Foz – Leiria – Castelo Branco – Cáceres, que integra o triângulo Cáceres – Placência – Valladolid – Guarda – Viseu – Coimbra – Figueira da Foz.
“É um desafio colocarmos no Verão de 2022, na Páscoa de 2022, 15 a 20 mil espanhóis que podem e devem recomendar o verão de 2022, o setembro de 2022 e, na Páscoa de 2023 termos, provavelmente, um universo de procura e um fluxo turístico que será depois compensado e somado com aquilo que são as nossas relações e ligações com sub-regiões aqui bem perto de nós”, definiu Pedro Machado, lançando ainda algumas questões.
“Por que é que não há uma ligação direta entre a Figueira e Fátima, que recebe 60 mil coreanos por ano? Por que é que não há uma relação entre a Figueira e Fátima, que recebe 1 milhão de dormidas por ano? Porque não há capacidade. E não podem dizer que é a Turismo Centro de Portugal (TCP) que não faz o seu papel. Porque a TCP tem 100 municípios, que articula de forma estratégica, e consegue o seu reconhecimento nacional e internacional. A TCP não pode é substituir-se ao papel das câmaras municipais”, destacou o candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz.
O quarto ponto destacado pelo candidato, passa por um “turismo que seja sustentável e diferenciador”.
“Isto faz-se com novos produtos. Vamos reposicionar-nos com o Cabo Mondego, com o ecoturismo, com o sal, com a gastronomia. Nós queremos ser a Cidade Criativa [UNESCO] da Gastronomia em 2023. Por que não podemos ter esta ambição? E por que não podemos juntar à Cidade Criativa da Gastronomia em 2023 o Gliding Barnacles, a cultura, os espectáculos, e tudo aquilo que está na cadeia de valor do que é uma verdadeira ambição para este município que se quer reposicionar?”, questionou.

Numa visão nacional, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) destacou que os meses de janeiro e fevereiro de 2021 estão igualados aos mesmos meses do ano de 1974
 “Regredimos quase cinquenta anos”, observou Francisco Calheiros, defendendo “a urgência” na aplicação de medidas concretas, por parte do Governo, medidas estas que “são para ontem”.

A importância do turismo para o desenvolvimento económico foi também defendida pelo presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT). 
“Nem todo o território é turístico. A Figueira da Foz tem inúmeras valências turísticas, mas o grande desafio para este concelho passa por transformar essas valências em oferta turística”, disse Pedro Costa Ferreira.
Para o responsável da APAVT “é urgente que a Figueira passe a integrar um maior número de redes colaborativas, do ponto de vista da estruturação do produto, que permita que a Figueira em vez de ser o centro de coisa nenhuma passe a ser uma parte de coisa alguma”.

Porque o desenvolvimento económico faz-se também de eventos, o «senhor NOS ALIVE», Álvaro Covões, defendeu que “o que a Figueira precisa é de um líder como o Pedro Machado, de uma pessoa que faça planeamento, que faça e execute um projeto” assente em “conteúdos que acrescentem valor às pessoas”.

Paralelamente a estas “necessidades”, o presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz acrescenta que a Figueira precisa de pessoas.
“A grande questão passa pela baixa demografia. Precisamos de mais pessoas a residir na nossa cidade”, defendeu Nuno Lopes, que adicionou ainda outros pontos estruturantes.
“Precisamos de um pavilhão com capacidade para realização de eventos, tais como congressos, e precisamos de ter uma oferta de ensino superior”, elencou o responsável pela ACIFF.

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