Autárquicas: ““voltei para pôr isto na ordem e resolver o que tem de ser feito” – Diz Pedro Santana Lopes

Pedro Santana Lopes apresentou-se hoje formalmente como candidato à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Foi no jardim exterior do Centro de Artes e Espectáculos que o rosto do Movimento Figueira A Primeira anunciou o empresário Paulo Mariano como candidato à liderança da Assembleia Municipal, Anabela Tabaçó como candidata à vereação e os nomes dos que concorrem às assembleias de freguesia.
Pedro Nuno e Carolina Esteves são os mandatários para a Juventude e a advogada Rosália Carracho a mandatária desta candidatura independente.

A criação de um Centro de Investigação das Ciências e Tecnologias do Mar na margem sul (entre S. Pedro e Costa de Lavos) e um Centro de Investigação da Floresta a norte do concelho (na zona de Brenha/Alhadas) são algumas das apostas do candidato que tem como “o grande desafio pela frente” três mandatos camarários.
Para Santana Lopes, a reconquista da autarquia figueirense assenta “numa decisão pensada e sentida”, tendo presente “o dever do «serviço militar» cumprido”.
“Não gosto de ser ingrato, mas já tive a minha conta de gritos, bandeiras e aplausos, isso não me diz rigorosamente nada. Sinto mesmo é que posso ser útil à Figueira da Foz, um concelho a marcar passo com as pessoas a resignarem-se”.
Pelo meio, Santana Lopes criticou o estado de abandono de algum património edificado, dando como exemplo o Paço de Maiorca, o Convento de Seiça, a Piscina-Mar ou mesmo o «oásis», “hoje perto de couves e hortas ali espalhadas”.
Na sua opinião, “não é assim que se trabalha, há tanto que pode ser feito. A Figueira da Foz tem um problema de falta de modelo, de um sonho. Não venho pôr a Figueira no mapa, mas sim para a frente, tem de ser a capital do mar, mas é preciso saber fazer obras e com prioridades”.
Entre aplausos e perante uma assistência que preenchia este espaço exterior do CAE, virado para a Quinta das Olaias, o antigo Primeiro-Ministro deixou ainda outros avisos: “não tolero a falta de respeito, não venho para fazer guerras com quaisquer governos, mas têm de respeitar a Figueira da Foz”, disse referindo-se, por exemplo, à falta de uma administração portuária local.
Olhando para a questão da dívida camarária, o candidato defendeu a aposta “na estratégia da redução da dívida”, deixando contudo uma certeza: “a «boa despesa» existe e deve ser «consumida» em muitos anos. Nunca compreendi o choro pela dívida, há quem chore para disfarçar a incapacidade de fazer obra».
Santana Lopes não promete reduzir os impostos municipais mas diz querer “governar para todo o concelho” com saber e acertar nas estratégias a implementar. E neste particular, adiantou a intenção, caso vença as eleições autárquicas, de criar a figura dos encarregados de missão, ou seja, elementos fora da vereação mas que se encarregar-se-ão de apoiar e levar por diante projectos em sectores-chave.
Num olhar mais político, Pedro Santana Lopes refere que “as sondagens são verdadeiras” e que neste período de pré-candidatura, encontrou pela Figueira da Foz “um cocktail explosivo de mentira e ódio”, sublinhando que “há quem sendo do PSD parece querer o bem do PS” e que “hoje temos um vereador (do PSD) que apoia a candidatura do Turismo Centro de Portugal e que tem votado ao lado do PS”.
Por isso, resumiu, “voltei para pôr isto na ordem e resolver o que tem de ser feito”, esperando, em setembro próximo, alcançar “uma maioria forte, clara e inequívoca”.

(Texto: Jorge Lemos / Foto: José Santos)

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