Bloco de Esquerda da Figueira da Foz rejeita apoios à motonáutica mundial

O Bloco de Esquerda da Figueira da Foz opõe-se à decisão camarária de apoiar a realização de uma prova do Campeonato do Mundo de Motonáutica na Figueira da Foz.
Em comunicado, a concelhia bloquista salienta que “em tempos de emergência climática, após a COP de Glasgow, onde se decidiram políticas para o fim de subsídios a combustíveis fósseis, o Bloco não aceita o apoio financeiro de quase 200 mil euros a uma modalidade desportiva que promove a utilização de motores altamente poluentes movidos a combustíveis fósseis”.
Para a estrutura político-partidária, “o actual executivo de Santana Lopes que, em campanha eleitoral, prometeu aprovar medidas «verdes» como a plantação de milhares de árvores no concelho, acaba, com esta decisão, por demonstrar que o ambiente não é uma prioridade do seu mandato, na mesma linha que o anterior executivo socialista, que também apoiou a realização de provas do campeonato nacional de motonáutica”.
Segundo o documento do BE, “a modalidade em causa promove motorizações datadas e altamente poluentes: motores V6 com potências de cerca de 400 cv. Trata-se de um sinal errado quando em todo o mundo surgem competições desportivas com motorizações elétricas, sem emissões, como é
exemplo a Fórmula E (versão elétrica da formula 1), a Extreme E (prova todo-terreno em carros eléctricos), o eSkootr (campeonato de scooter elétricas) e um campeonato de motonáutica de barcos elétricos, o E1 Series”.
A Concelhia do BE deixa, neste comunicado, algumas questões:
“Por que é que a autarquia não apoia modalidades inovadoras e não poluentes? Por que é que um executivo que, em campanha eleitoral, prometeu liderança, inovação, sustentabilidade, não tem o rasgo de inovar a nível nacional e apoiar modalidades mais amigas do ambiente?”, salientando que “o executivo aprovou – sem oposição do PS e do PSD – um apoio de quase 200 mil euros para o campeonato mundial de motonáutica sem apresentar um qualquer estudo sobre o efeito económico no concelho do evento”. Neste contexto, outras perguntas:
“Quantos turistas trará ao concelho o campeonato? Que vantagem trará para os agentes económicos? Findo o campeonato, que impacto positivo resultará para a cidade a realização deste evento?”.
A terminar, os bloquistas referem que “a atribuição de avultados apoios financeiros à realização de eventos privados sem exigir a realização de uma análise custo-benefício da actividade é uma prática que o Bloco de Esquerda da Figueira da Foz condena e reprova”.

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