Bloco de Esquerda Figueira da Foz: «Tourada não é arte nem cultura!»

A Concelhia do Bloco de Esquerda da Figueira da Foz, em comunicado que se transcreve, manifesta a sua oposição à realização de touradas no concelho referindo que “a tourada é uma exibição pública do sofrimento e maus-tratos dos animais que não pode continuar a ter lugar na sociedade, defendendo ainda “o fim de qualquer tipo de apoio público, directo ou indirecto, a eventos que causem sofrimento animal”.

(…)

“Na Figueira da Foz continuam, ano após ano, a ser promovidas touradas com o apoio da Câmara Municipal. Este verão, por exemplo, além do apoio aos três eventos no Coliseu Figueirense (30 julho, 13 e 27 de agosto), a Câmara também apoiou a Romaria de São Tomé, em Ferreira-a-Nova, aprovando a corrida de touros, parte da programação do último dia (24 de julho).
A Concelhia do Bloco de Esquerda da Figueira da Foz vem por este meio manifestar a sua oposição à realização de touradas no concelho. A tourada é uma exibição pública do sofrimento e maus-tratos dos animais que não pode continuar a ter lugar na sociedade.
É muito claro que todo e qualquer tipo de actividades tauromáquicas tem vindo a perder adeptos em todo o mundo, Portugal não é excepção. Ano após ano assistimos a um enorme declínio nos aficcionados da tauromaquia, particularmente entre as novas gerações, existindo cada vez mais pessoas que não se reveem nestas tradições que violam todo o tipo de direitos dos animais - neste caso dos touros, mas também dos cavalos. Ainda assim, somos um dos poucos países que teimam em manter estas actividades.
A tourada é uma tradição dolorosa e carregada de crueldade dirigida a seres sencientes, ou seja que sentem de forma consciente. O facto de ser tradição em nada sustenta a sua continuidade, pois se há algo que caracteriza as tradições é a sua mutabilidade, se olharmos a nossa história colectiva percebemos que muitas tradições se vão ajustando aos tempos ou caem mesmo por terra pela sua desadequação. A isto chama-se evolução.
Os espectáculos tauromáquicos constituem um mau exemplo para crianças e jovens sobre o que deveria ser a nossa relação com os animais e com a natureza, ainda assim continuam a ser anunciados “como acessíveis a crianças e jovens a partir dos 12 anos”. O Governo anunciou em outubro de 2021 que tinha aprovado um decreto-lei para que o limite mínimo de idade para assistir a touradas passasse a ser de 16 anos, porém o documento não foi publicado no Diário da República.
Mas o Bloco de Esquerda vai ainda mais longe e defende que a idade mínima para a participação e assistência de “actividades tauromáquicas” seja os 18 anos, na sequência de uma recomendação das Nações Unidas apresentada em outubro de 2019.
Defendemos ainda o fim de qualquer tipo de apoio público, directo ou indirecto, a eventos que causem sofrimento animal, bem como a implementação de medidas de reconversão dos espaços onde actualmente se realizam eventos tauromáquicos em espaços multifunções com capacidade para acolher eventos culturais e desportivos ou outros que não envolvam sofrimento animal.
Esta Concelhia do Bloco de Esquerda solidariza-se com todas as manifestações pacíficas contra as touradas, nomeadamente a marcha que está agendada para sábado, dia 13 de agosto, desde a Torre do Relógio até ao Coliseu Figueirense”.
(...)
Foto: Celso Silva - Digitart

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