Autárquicas: Pedro Machado defende "particular atenção à gestão concelhia da Educação"

A candidatura «Pedro Machado - Figueira do Futuro» à Câmara Municipal da Figueira da Foz (pelas listas do PSD) reuniu ontem com os representantes locais e regionais do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC).
Da conversa, fica o compromisso por parte do candidato à autarquia figueirense em "colaborar com o Sindicato, desenvolver uma política de Educação adequada às necessidades locais" e a assunção de que "a Educação será o pilar fundamental na resolução de problemas graves, como a baixa demografia". 

Pedro Machado, que se fez acompanhar pelo candidato à Junta de Freguesia de Buarcos/São Julião, Carlos Moço (também ele professor ainda em exercício), colocou a Educação como um dos principais pilares de desenvolvimento do concelho figueirense.
"É um compromisso desta candidatura dar particular atenção à gestão concelhia da Educação, nomeadamente no que diz respeito à articulação entre os vários agentes desta área", assumiu o candidato, realçando ainda que irá "fazer representar a presença da Câmara Municipal da Figueira da Foz ao mais alto nível, nos conselhos gerais e em tudo que seja matéria de Educação". 

Em matéria de sindicatos, Pedro Machado olha para este sector como um parceiro e destacou ainda que é propósito da sua candidatura "olear ou oxigenar o conselho municipal de Educação, para que este cumpra, verdadeiramente, o seu desafio".

"Município tem de assumir as responsabilidades"

Na reunião, realizada na sede do SPZC da Figueira da Foz, o coordenador local do sindicato destacou a responsabilidade que os municípios têm nos Conselhos Gerais de Educação, sublinhando que "o município, além da sua presença, tem de assumir as responsabilidades" inerentes às suas funções.
"Estamos a passar por problemas que não estão a ser resolvidos e há, inclusive, professores que estão a levar as suas questões a tribunal", explicou Mário Jorge, responsável por esta delegação há mais de duas décadas. 

A municipalização da Educação foi o tema abordado pelo presidente em exercício do SPZC, Manuel Teodósio.
"A suspeição de que a municipalização da Educação possa vir a ser uma realidade é, ao nível dos docentes, muito assustadora", refere Manuel Teodósio. O sindicalista entende, no entanto, que "as câmaras tenham de fazer parte da gestão da Educação e por essa razão estão representadas nos Conselhos Gerais".

Também presente na reunião, o presidente eleito do SPZC defendeu a "descentralização da Educação diretamente para as escolas".
"Se a Saúde tem hoje uma maior autonomia local, não entendo porque a área da Educação também não a possa ter", frisou José Ricardo, sublinhando "o papel fundamental que hoje as autarquias já têm com o Projeto Educativo Local (PEL)". 
É neste projecto que o professor acredita estar o motor de desenvolvimento do concelho. "Aquando da criação do Projeto Educativo Local, temos de questionar o que interessa aos nossos alunos que estão na Figueira da Foz. Com essa resposta, vamos criar um currículo que vá ao encontro dos interesses dos alunos figueirenses", explicou, acrescentando ainda que "só assim é possível fixar os jovens na sua terra".

Diferentes gerações a transmitir conhecimento

Quanto ao ensino profissional, o responsável do Centro de Formação da Figueira da Foz lançou o desafio a Pedro Machado para a criação de uma rede de professores que "possam ser uma «espécie de tutores»" para a nova geração de professores que se está a formar. 
"A ideia passa por poder ser criada uma comissão concelhia, que possibilite a transmissão de conhecimentos e experiência de professores mais antigos para os novos professores que chegam às escolas", explicou Teotónio Cavaco. 
 
De realçar que a Figueira da Foz tem hoje quatro agrupamentos escolares e uma escola não agrupada, reunindo assim um núcleo de cerca de 800 professores, para um universo de mais de 8 mil alunos.

Foto: Mário Jorge, Teotónio Cavaco, Carlos Moço, Pedro Machado, Manuel Teodósio e José Ricardo

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