“Vamos melhorar o Porto da Figueira da Foz e fazer o que ainda não foi feito para termos uma barra mais segura” – diz PM António Costa

Teve lugar esta tarde, numa unidade hoteleira da Figueira da Foz, a apresentação dos candidatos autárquicos do PS ao distrito de Coimbra.

Coube ao presidente da Federação de Coimbra do PS abrir o tempo dos discursos para destacar o papel do poder local na proximidade às populações referindo que “Coimbra tem excelentes autarcas”.
“Queremos mais câmaras, mais freguesias, mais mandatos. Hoje é o início da conquista de uma grande vitória do PS de Coimbra”, disse Nuno Moita defendendo que “o país será melhor governado se for regionalizado”.
Antes, o líder dos socialistas de Coimbra referiu-se às eleições na Figueira da Foz para sublinhar que “não queremos cá paraquedistas, uns para fazer carreira política, outros para consolidar uma carreira”.

O socialista Mário Soares e ainda os antigos autarcas da Figueira da Foz José Manuel Leite, Aguiar de Carvalho e João Ataíde foram recordados por Carlos Monteiro.
“Ser autarca sob a bandeira do PS é uma enorme responsabilidade, é sermos portadores do estandarte de uma das maiores marcas deste partido e de um dos seus maiores contributos a este Portugal democrático, a afirmação do Poder Local conquistado em 1976”, considerou o actual presidente da Câmara Municipal defendendo que “a Figueira da Foz tem uma dívida de gratidão para com o Partido Socialista. Foram os governos PS que mais investiram neste concelho e que alavancaram o seu desenvolvimento e a sua afirmação”.
Num olhar local, Carlos Monteiro recordou que na «corrida» estarão sete candidaturas e que “a Figueira da Foz tornou-se novamente muito apetecível” questionando “o que move um candidato a concorrer a uma autarquia quando a única ligação a esta terra era ser o seu destino de férias quando era jovem? O que move alguém a ser candidato a presidente de uma Câmara quando nem sequer conhece as suas freguesias, as suas gentes, a sua cultura?”.
Nesta linha e virando as «baterias», salientou que “os portugueses em geral têm bem na sua memória o percurso bastante acidentado e sinuoso de um dos candidatos. Os figueirenses têm memória dos 3 anos de governação que fizeram disparar sem controlo a dívida em 374% e que hoje, 24 anos depois, o seu responsável intitula de «dívida boa»”. E assim, “porque o povo tem memória, cá estaremos no dia 26 de setembro para demonstrar a essas pessoas que o seu tempo já passou”.
Garantiu ainda que “quer o orçamento autárquico quer os fundos comunitários, assim como os fundos do plano de recuperação e resiliência, cuja gestão for da nossa responsabilidade, serão geridos com rigor e eficiência, dando corpo à nossa visão, para que as próximas gerações tenham melhor qualidade de vida no nosso concelho e na nossa região”.

A terminar a apresentação, subiu ao palco António Costa para, num olhar supra-distrital, reforçar os objectivos do governo em “prosseguir, acelerar e concluir o processo de vacinação”, “reforçar o Sistema Nacional de Saúde” e minimizar “as marcas que ficaram no processo de aprendizagem” nestes tempos de pandemia, destacando a implementação, num período de dois anos, de um plano de recuperação da aprendizagem.
Para o Primeiro-Ministro, a recuperação dos planos económico e social “são a batalha e desafios mais importantes (…). Vamos ter nos próximos sete anos o dobro dos recursos financeiros que tivemos até agora, esta é uma oportunidade que não podemos desperdiçar, temos de resolver os problemas estruturais que têm condicionado o país”.
O também secretário-geral do Partido Socialista referiu-se ainda “a um leque de autarcas do PS comprometidos com as suas terras num momento que não é de ambição política”.
A aposta na preservação e rentabilização de recursos naturais, o investimento na Educação através de inovação e qualificação de activos, os programas «Impulso Adulto» e «Impulso Jovem» (que apoiam o regresso à formação superior), a criação de sinergias entre as empresas e os centros de saber, impulsionar a formação académica e profissional no Turismo e Cultura foram ainda caminhos apontados por António Costa no que ao governo que lidera diz respeito defendo que “o investimento público deve alavancar o investimento privado”.
E por falar em investimentos, o líder socialista deixou patente a intenção de requalificar a linha férrea Figueira da Foz – Caldas da Rainha e investir na Linha da Beira Alta, deixando uma promessa: “vamos melhorar o Porto da Figueira da Foz e fazer o que ainda não foi feito para termos uma barra mais segura”.

Texto e fotos: Jorge Lemos

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