Celebração dos 20 anos do Serviço de Cuidados Paliativos do IPO Coimbra

O IPO de Coimbra, como um dos 3 institutos oncológicos de Portugal, faz acompanhamento exclusivo a doentes oncológicos e cultiva uma proximidade e personalização que constitui a sua imagem de marca e cultura, que felizmente é reconhecida pelos seus doentes.
Nesta perspectiva, assinala-se os 20 anos da criação do Serviço de Cuidados Paliativos, que constitui o expoente dessa atenção ao cuidado personalizado, levado a toda a extensão da doença oncológica, especialmente quando se verifica agravamento do prognóstico e passa a ter maior preponderância a prestação de cuidados para a melhoria da qualidade de vida em oposição á intensificação fútil de esforços curativos.
O Serviço de Cuidados Paliativos do IPOCFG, EPE foi inaugurado oficialmente a 25 de maio de 2001, tendo iniciado a sua actividade em 1 março de 2001. Tratou-se, à data, do primeiro serviço a nível nacional construído de raiz com financiamento público, enquadrado no III Quadro Comunitário de Apoio. A sua criação veio responder a uma carência identificada de apoio aos doentes com necessidades paliativas do IPO.
“A equipa inicial (Óscar Vilão, Soledade Neves e Margarida Pires) trabalhou de modo a ser construída uma unidade moderna, acolhedora, com quartos individuais de internamento, com instalações sanitárias próprias, acesso à possibilidade de acompanhamento permanente de um elemento da família, condições para banho assistido e até banheira de hidromassagem”, refere Rui Silva.
Segundo o diretor do Serviço Cuidados Paliativos IPOCFG, EPE, “do ponto de vista de condições para funcionamento da equipa interdisciplinar, foram criadas áreas de trabalho de espaço aberto, com gabinetes de trabalho adequados para todos os elementos. Mas também foram acautelados espaços para espera ou convívio com famílias, bem como uma área mais reservada para acompanhamento em momentos de crise e de luto”.

Este serviço tem desde então dado apoio em internamento a cerca de 350 doentes por ano, 1000 consultas externas de cuidados paliativos anuais, assim como apoio telefónico diário aos doentes e respectivas famílias em acompanhamento. Tem prestado esse apoio a doentes e suas famílias/ pessoas relevantes, fazendo uso, para tal, dos recursos da equipa interdisciplinar formada, constituída por médicos, enfermeiros, assistente social, psicóloga, assistente espiritual, bem como de todos os recursos à disposição do IPO, como sejam fisioterapia, terapia da fala, nutrição, estomaterapia, entre muitos outros e igualmente importantes. Está-se a sedimentar agora o papel de apoio às restantes enfermarias do IPO, fazendo chegar a abordagem paliativa a toda a instituição por via da EIHSCP (Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos).
“Na actualidade, o Serviço está a planear alargar o alcance do seu apoio através da articulação com outros níveis de cuidados, no sentido de chegar com equipas especializadas ao domicílio dos doentes, importante para os cenários após alta para dar maior segurança e apoio às famílias”, salienta Rui Silva adiantando que “continuamos e continuaremos atentos à opinião e experiência dos nossos doentes e famílias, de modo a poder aprender cada vez mais e fornecer o melhor nível de qualidade de cuidados possível, para que possamos dar mais vida aos dias daqueles que servimos”.

 

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