APARF assinala Dia Mundial dos Doentes de Lepra

A Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau (APARF), cumprindo os seus estatutos, assinala o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, pelo 36º ano consecutivo. Com a colaboração de uma vasta rede de voluntários em todo o país, incluindo o Núcleo do Porto e grupos locais, sensibiliza a população para a problemática da lepra, nas vertentes de doença física, estigma e discriminação ainda existentes na nossa sociedade, promovendo, ao mesmo tempo, o peditório nacional.
“O tratamento para a doença de lepra existe e, apesar da doença ter cura, ainda não foi erradicada. Com a existência de pessoas que continuam a viver abaixo do nível da dignidade humana e sem acesso a cuidados de saúde básicos é necessário apostar na prevenção. Só dotando as populações mais pobres ao acesso a cuidados de saúde, água potável, condições sanitárias e alimentação básicas podemos erradicar a doença de lepra”, adianta a Associação.
Segundo o relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a 9 de setembro último, no ano de 2021 foram diagnosticados 140.594 novos casos de lepra em 143 países, designadamente na Índia, Brasil e Indonésia, que representam 74,5% dos novos casos detectados seguindo países como a República Democrática do Congo e Moçambique. No geral, o número de novos casos de lepra/hanseníase em 2021, aumentou 10,2% em comparação a 2020.
Os efeitos da COVID-19 continuam a afectar os programas de luta contra a lepra na maioria dos países. Os novos casos de lepra/hanseníase com deformações visíveis aumentaram, tanto nos adultos como nas crianças, em 17,6% e 19,5%, pelo que revela um diagnóstico tardio da doença como consequência das medidas de confinamento geradas pela pandemia.
Embora em Portugal o número de doentes seja reduzido, quando surgem novos casos em regra são de imigrantes oriundos de países endémicos, África, América Latina e Ásia, sendo tratados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Litoral Centro com mais casos

A Região Litoral Centro de Portugal (Coimbra, Leiria, Lisboa e Vale do Tejo) foi, tradicionalmente, a mais atingida pela doença. Por esse motivo o Hospital Rovisco Pais foi construído no centro do país, na Tocha, Cantanhede. Este Hospital, destinado ao tratamento dos doentes de lepra, registou (desde 1947) cerca de 3.260 processos clínicos de doentes, internados ou acompanhados em regime externo. Em 2020 foi criado um Núcleo Museológico sobre a doença de Hansen.

Sobre a APARF
A APARF – Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau, fundada em 1987, é uma IPSS, sem fins lucrativos, reconhecida oficialmente de utilidade pública. Tem direcção nacional e a sede em Lisboa. Integra um Núcleo Regional (de âmbito distrital) e várias dezenas de grupos locais (de âmbito de povoação ou freguesia).
A APARF tem por objecto social prestar assistência material, sanitária e moral às pessoas afectadas pela doença de Hansen (lepra) e suas famílias. Promove acções de prevenção, tratamento e cura desta terrível doença, e de outras doenças estigmatizantes, resultantes da pobreza e da falta de condições sanitárias e alimentação básicas.
Apoia em Portugal os doentes e ex-doentes de lepra e suas famílias e, durante 36 anos da sua existência, já diagnosticou e acompanhou milhares de doentes de lepra em mais de 50 países, de quatro continentes.
É membro da UIARF – União Internacional das Associações Raoul Follereau, sediada em Paris (França), estando inscrita e acreditada como Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento. A sua acção é inspirada na vida e obra de Raoul Follereau.

Mais informações:
Rua Cidade de Nova Lisboa, nº 7 - 1800-107 Lisboa aparf@aparf.pt www.aparf.pt | Telef. 218 520 520;

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