«A Figueira vai ao Palácio» - uma visita guiada pela história

Até final de agosto quem desejar poderá visitar o interior do Palácio Sotto Maior e apreciar a arte e arquitectura ali presentes. A entrada é livre e dá-lhe acesso a uma «viagem» pela história deste palacete e da família de Joaquim Sotto Mayor. A receber os visitantes estarão, Frederica Jordão e Ana Mónica, vestidas a rigor, encarnando as personagens de «Madalena» e «Ana», as mulheres da família. Narram, num registo cativante, a história – mas também as estórias – deste palácio que esconde alguns segredos…
A viagem guiada termina com uma recepção musicada no salão de baile mas pelo meio, «Madalena» e «Ana» oferecem leituras de textos e poemas que traduzem a vivência desta família que marcou a Belle Époque figueirense.
“A dramatização não será excessiva porque a carga e o peso histórico do palácio falam por si”, revela Frederica Jordão adiantando que o guião cumpre o rigor científico de José Pires de Azevedo, o responsável, nos anos 80 do século passado, pelo processo de conservação que tornou o imóvel um espaço visitável.

A visita (mais fotos aqui) que deu a conhecer aos jornalistas esta nova aposta da Sociedade Figueira Praia (detentora do imóvel) em articulação com a Pó de Saber – Cultura e Património, contou com a presença de Sónia Almeida e António Jorge Lé, directora de Animação e director artístico do Casino Figueira, respectivamente.
Segundo adiantou Sónia Almeida, após alguns anos sem receber visitantes de forma regular, o Palácio Sotto Maior volta a abrir as suas portas dando assim corpo ao programa «A Figueira vai ao Palácio», adaptado a adultos e público escolar.
Durante a visita pelas divisões marcadas pela história, nos 3 pisos do edifício, Sónia Almeida salientou que a Sociedade Figueira Praia tem vindo a proceder a diversas intervenções de restauro e requalificação do Palácio, valorizando o seu património físico mas também imaterial, destacando “o intenso trabalho de investigação, divulgação e dinamização levado a cabo pelo professor Pires de Azevedo, cujo legado pedagógico serve de guião a este novo programa.
O programa inicia-se dia 1 de junho de terça a domingo, das 10 às 13h00 e das 14 às 19h00. Os visitantes poderão ainda contemplar os jardins que envolvem o Palácio Sotto Maior.

A História

Edifício de carácter civil, mandado construir no início do séc. XX por Joaquim Sotto Mayor, natural do concelho de Valpaços.
Emigrado no Brasil, este abastado negociante, de regresso a Portugal, visita a Figueira da Foz e decide aqui construir um palacete onde viveu longas temporadas.
Demorando cerca de 20 anos a ser construído, este belo palácio de cinco pisos foi considerado o “mais belo e sumptuoso edifício da Figueira”.
Projecto inicial do arquitecto gaulês Gaston Landeck, construído em finais do séc. XIX, ao estilo dos palacetes franceses, em que predominam, na fachada principal, motivos renascentistas. Da visita ao seu interior, não se pode ficar indiferente aos painéis ornamentais, paredes e tectos, da autoria do pintor António Ramalho, às magníficas telas assinadas por Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, António Carneiro, sobre o vitral de Bernard Champigneulle iluminando a escadaria nobre, ou às peças de mobiliário e de escultura que decoram as elegantes salas, vestíbulos, corredores e outros aposentos.
Na fachada posterior, uma galeria e escadaria estilo Luís XVI dá acesso a um jardim romântico e a uma torre mirante, que segue de perto a tipologia da Torre de Belém.
Adquirido, em 1967 pela Sociedade Figueira Praia, o palácio foi convertido numa das mais relevantes unidades museológicas do património local, abrindo as suas portas ao público em 1980.

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

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