Visitas guiadas a (quase) 130 anos de História do Coliseu Figueirense

Provavelmente já conhece o centenário Coliseu Figueirense onde já assistiu a touradas, a desfiles de marchas populares, a espectáculos musicais, a eventos gastronómicos.
Mas o que não é assim tão comum é saber-se a história e estórias que o redondel figueirense encerra em cada corredor, qual o motivo dos quadros e cartazes que pontuam nos corredores, quem são os homenageados, visitar a capela ou qual a ligação deste edifício com algumas das mais antigas e importantes instituições do concelho, por exemplo a Misericórdia – Obra da Figueira. Conhecer os altos camarotes ou, em sentido oposto, a zona dos curros. Ou saber que no passado havia uma zona de cafés e restaurantes, fornecimento de refrescos e aluguer de almofadas.
Mas mais importante do que abrir portas a uma visita pela arquitectura única, é perceber o posicionamento e importância do Coliseu Figueirense no desenvolvimento do Turismo figueirense. Desde janeiro de 2005 que o Coliseu Figueirense está classificado como Imóvel de Interesse Municipal pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
“Este é um emblemático edifício prestes a comemorar o seu 130.º aniversário (2025). O Coliseu Figueirense tem uma apetência e suscita uma curiosidade naturais, é um dos edifícios mais visitados do concelho”, adianta Miguel Amaral. “A Praça tem uma história viva e real que as pessoas gostam de conhecer”, reforçou ainda o administrador da Companhia do Coliseu Figueirense.
E certo desta realidade, uniu esforços com a Pó de Saber – Cultura e Património e retoma a actividade das visitas guiadas suspensas desta a Pandemia.
Frederica Jordão, responsável pelo percurso que demora sensivelmente hora e meia, destacou a importância do Coliseu Figueirense na construção da história do concelho da Figueira da Foz recordando que em tempos idos havia uma interligação entre não só entre esta arena e outros imóveis histórica e arquitectónicamente significativos mas também os «Comboios de Portugal», que se unia neste desiderato de “criar uma Figueira turística”, trazendo turistas a um passeio único.
Miguel Amaral e Frederica Jordão partilham do mesmo entendimento que “temos todas as condições para recriar estas visitas” em importantes marcos patrimoniais da cidade e do concelho. E dão mesmo um exemplo já em prática, a interactividade entre esta visita ao Coliseu Figueirense e a que decorre até 30 de setembro ao Palácio Sotto Maior.
A Rua dos Curros, por onde eram conduzidos os animais em dia de festa brava na Praça Velha, a lembrança da praça de madeira que em 1850 a Santa Casa da Misericórdia da Figueira erigiu (com vocação solidária, a favor da missão social do seu Hospital), o espectáculo de inauguração a 24 de agosto de 1895 com a presença, na arena, do cavaleiro Alfredo Tinoco, são algumas das curiosidades a revelar nestas visitas que acontecem até 31 de julho de terça-feira a sábado e em agosto de terça a sexta-feira, sempre às 15h00.
A entrada é gratuita a crianças até aos 12 anos de idade, tendo o bilhete para restante público o custo de 3€.
Informações e reservas: podesaber.patrimonio@gmail.com ou tlm 964 460 709.

Foto: Miguel Amaral, Frederica Jordão, Fernando Nogueira e Jorge Lé

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