Nos últimos seis dias de cada ano, balanço-me em pensamentos que para trás nada modificam.
Nada alteram senão para a frente. Bem ou mal, está feito. Já está inscrito no razão da vida. Está também encerrado o razão do ano. Abertos, ainda, o deve e o haver existenciais.
Mais uma folha voltada, menos uma para voltar. Mais próximo o temido encerramento final.
Balanço-me. Tenho consciência da finitude da vida e também do meu fim a aproximar-se. Tenho presentes os familiares e os amigos que me partiram. Sou cada vez mais só neste inevitável balanço. Balanço-me se teria sido possível ter modificado a dança que dancei? Com outras escolhas seria hoje melhor este balanço que balanço? Não sei! Nunca saberei! Nunca se saberá, depois de percorrido o caminho, se doutra maneira teria sido melhor. Se soubéssemos..., não seriamos deuses?
Apenas sei que estes últimos seis dias são sempre de angustiantes balanços que de nada me servem para trás.
O que importa? - não sei! Balanço-me na mesma!
Walter Ramalhete.
Figueira da Foz, 28 de Dezembro de 2025.
Este texto foi escrito nos termos ortográficos anteriores ao actual (Des) Acordo ortográfico. Reservados todos os direitos de autor.
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