Presidenciais: André Pestana apresenta queixa no TC por cortes no seu tempo de antena

O candidato presidencial referiu que em algumas zonas de Lisboa, Figueira da Foz e Celorico de Basto, apoiantes da sua candidatura confirmaram o corte no seu tempo de antena.

O candidato presidencial André Pestana apresentou ontem uma queixa no Tribunal Constitucional, na Procuradoria-Geral da República e na Comissão Nacional de Eleições por cortes no seu tempo de antena televisivo na segunda-feira.
Na queixa enviada ao Tribunal Constitucional e à qual a Lusa teve acesso, André Pestana solicita uma "investigação e medidas imediatas perante o grave atentado aos direitos de liberdade de expressão nos tempos de antena", que foram alegadamente verificados "na transmissão do Direito de Antena que passou na RTP, no dia 12 de janeiro".
André Pestana disse, em declarações à Lusa, que em algumas zonas do país, através da operadora MEO, no canal RTP1, a transmissão do seu vídeo de Direito de Antena foi cortado de dois minutos e meio para 44 segundos.
O candidato presidencial referiu que em algumas zonas de Lisboa, Figueira da Foz e Celorico de Basto, apoiantes da sua candidatura confirmaram o corte no seu tempo de antena.
"Claramente há aqui um lesado, que neste caso é a minha candidatura, porque até era uma parte em que eu referia que os partidos principais do sistema, PS, PSD e Chega, recebem cada um, todos os anos, dos nossos impostos, mais de cinco milhões de euros. Eu estava a dizer isso e foi cortado, ou seja, claramente isto não convém a forças poderosas do sistema, porque eu só posso interpretar que isto não foi um erro técnico", continuou.
Questionado sobre se iria pedir algum tipo de esclarecimento à estação, o candidato defendeu que a culpa não era da RTP, mas sim da operadora.
"Isto é da responsabilidade da operadora MEO, só pode haver essa justificação, apesar de eu não ser especialista a nível técnico. Porquê? Porque de facto, em algumas zonas, a RTP passou na íntegra os dois minutos e meio, mas pelos vistos deve haver algum tipo de controlo de regulação mais regional e aí houve interferência", argumentou.
"Não sei se foi alguma entidade de cima, se foi alguém mais baixo, mas claramente isto não é coincidência", concluiu.
André Pestana disse ainda que isto aconteceu à candidatura que "está a apontar o dedo onde dói" e qualificou o que aconteceu como um "atentado à democracia".
 A Lusa tentou contactar a MEO, mas não recebeu ainda esclarecimentos.

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