Escola do Mar é já uma realidade: “este é um momento histórico para o ensino superior público na Figueira da Foz” – Diz Manuel Castelo Branco

Manuel Castelo Branco, Jorge Conde e Joaquim de Sousa

“Este foi um trajecto longo mas que valeu a pena, hoje temos toda a cidade connosco” - Manuel Castelo Branco

Manuel Castelo Branco, Jorge Conde e Joaquim de Sousa

“Este foi um trajecto longo mas que valeu a pena, hoje temos toda a cidade connosco” - Manuel Castelo Branco

Foi ontem formalmente apresentado o projecto da Escola do Mar, que irá funcionar na Casa dos Pescadores, em Buarcos. Inicialmente pensado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC), “hoje é um projecto do Instituto Politécnico de Coimbra”, conforme avançou Manuel Castelo Branco, presidente do ISCAC.
“Estamos aqui a lançar a “primeira pedra” da presença do Politécnico de Coimbra, este é um momento histórico para o ensino superior público na Figueira da Foz”, considerou Manuel Castelo Branco para quem “este foi um trajecto longo mas que valeu a pena, hoje temos toda a cidade connosco”.
Numa primeira fase, a Escola do Mar abre vagas para pré e pós-graduações e mestrados mas espera-se que possa alargar a sua intervenção no ensino especializado e formação técnica.
Na apresentação desta escola, ontem à noite no restaurante Stella Maris, em Buarcos, na presença de diversas “forças vivas» do concelho, Joaquim de Sousa falou sobre o papel da Misericórdia – Obra da Figueira, detentora do imóvel que irá receber este novo projecto.
Depois de albergar o centro de saúde e mais tarde o Forpescas, a Casa dos Pescadores entrou num processo de degradação estrutural. Em 2014 a Misericórdia adquiriu o espaço, realizando desde então diversas obras de requalificação.
Sublinhando que “não vai ser fácil, simples ou rápido consolidar a Escola do Mar”, o provedor da Misericórdia invocou a redução de apoios em projectos passíveis de serem apoiados pelos Quadros Comunitários de Apoio que hoje, defendeu, estão direccionados às autarquias, afirmando neste contexto que “a sociedade civil tem sido completamente marginalizada e em particular as IPSS”. Ainda assim, disse o provedor da Misericórdia, “não vamos desistir e poderemos até trazer para cá outros cursos”.

“Esta Escola do Mar vem no sentido da minha candidatura de quatro anos para a presidência do Politécnico de Coimbra enquanto uma instituição coesa com vontades e objectivos claros de levar o ensino superior mais longe. O Politécnico tem de ser uma instituição que sirva os interesses das pessoas e do território e produzir saber e saber fazer”, considerou Jorge Conde.
Para o presidente do Politécnico, “a região centro tem de ser mais capaz, pró-activa. Há ainda que sair do registo conimbricense, muito fechado”.
A intenção é que a instituição possa, num futuro próximo, apostar nos graus académicos fora de Coimbra, descentralizando a sua acção formativa.
Nesta sessão Margarida Mano, deputada à Assembleia da República pelo Círculo de Coimbra, enalteceu a aposta agora materializada. “Este é um sonho de há muitos anos e com intervenções que acabaram por não dar fruto. Mas o que estamos aqui a assistir hoje marca a coragem do Politécnico de Coimbra e de quem acredita ser possível levar no ensino superior público”.
Para o presidente da autarquia figueirense, “esta Escola é uma excelente iniciativa, finalmente estamos numa formalização de recepção do Politécnico na Figueira da Foz. Nós contribuímos com 50% do PIB da região e não temos ensino superior, o que não faz sentido”.
João Ataíde afirmou ainda que “fizeram-se algumas experiências nesse sentido mas que não correram bem, estavam desfasadas da realidade. Precisamos de ensino especializado para explorar os activos (do mar)”.
A Escola do Mar conta com diversos parceiros, entre eles o Stella Maris, o CEMAR, Ginásio Clube Figueirense, Misericórdia, Goltz de Carvalho, Casino Figueira e Associação Mais Surf.

Texto: Jorge Lemos

Fotos: José Santos

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