O coordenador do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Comissão de Agricultura e Pescas, Pedro do Carmo, terminou ontem uma visita de dois dias às regiões do Mondego, Alcácer do Sal, Alenquer e Santarém, para avaliar os prejuízos das intempéries das últimas semanas e ouvir as preocupações dos autarcas e agentes locais.
No balanço desta iniciativa da Comissão, Pedro do Carmo mostra-se “extremamente preocupado” com o que constatou no terreno, onde os apoios tardam em chegar a quem precisa.
“O Governo fez anúncios e garantiu que ninguém ficaria sem apoio, mas aquilo que vimos nestes dois dias foi o desespero de muitos que ficaram com as suas casas, os seus negócios, as suas culturas completamente devastadas e comprometidas para o futuro, sem que lá tenha chegado qualquer ajuda do Estado central”, conta Pedro do Carmo.
“Há intervenções que são absolutamente urgentes e inadiáveis e o Governo não se pode ficar pelas promessas. Os prejuízos já contabilizados e aqueles que ainda virão, porque muitos agricultores não vão conseguir reerguer a atividade tão cedo, exigem ações robustas e urgentes”, sublinha o deputado socialista.
Na segunda-feira, os deputados iniciaram o dia com uma reunião com os presidentes das Câmaras Municipais de Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure, Figueira da Foz e Leiria, com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, o vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com representantes das Cooperativas Agrícolas de Coimbra, de Montemor-o-Velho, de Soure e do Bebedouro, e ainda da Associação dos Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego.
A principal preocupação das cooperativas agrícolas do vale do Baixo Mondego prende-se com a necessidade de reparação do canal de rega do Mondego, que ruiu com as cheias do início de fevereiro, até ao início de maio.
“Segundo nos transmitiram os responsáveis destas cooperativas, estão em causa 12 mil hectares de terrenos – seis mil de cultura de arroz e outros tantos de milho – que envolvem 2.400 famílias. Caso falhe a sementeira, está em causa uma perda de 70 mil toneladas de milho e 30 mil toneladas de arroz, que geram um volume de negócios na ordem dos 50 milhões de euros”, conta o deputado socialista.
À tarde, os deputados visitaram o dique do Amor e reuniram-se com a Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis.
“O que verificámos nas várias visitas e nas descrições que nos foram feitas por aqueles que sofreram e estão a sofrer com os fenómenos meteorológicos que atingiram o nosso país, é que, apesar das muitas promessas e compromissos por parte dos governantes, nada ainda chegou ao terreno. Estamos muito preocupados e o nosso firme compromisso é de acompanhamento de perto do evoluir desta situação”, concluiu.
|
Inicie sessão
ou
registe-se
gratuitamente para comentar.
|

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.
design by ID PORTUGAL