A Câmara da Figueira da Foz vai assinar amanhã o contrato de compra e venda do espaço de uma exploração agropecuária no concelho, a Crigado, muito contestada pela população.
O presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, disse que a aquisição daquela exploração situada em Carvalhais de Lavos, na freguesia de Lavos, na zona sul do concelho, vai ser concretizada pelo valor de 400 mil euros, a pagar em dois anos.
Há vários anos que a população de Carvalhais de Lavos exigia o fecho imediato da suinicultura existente na localidade há cerca de 40 anos, por motivos ambientais e de saúde pública.
Os habitantes queixavam-se de que a situação ambiental se agudizou nos últimos 15/20 anos, ao ponto de a população sofrer um atentado ambiental com cheiros nauseabundos e contaminação das linhas de água.
Denunciavam ainda pavilhões construídos de forma ilegal e queixavam-se também da incapacidade dos organismos envolvidos no processo para encerrar a empresa de exploração agropecuária, cuja sede está localizada em Alcobaça, no distrito de Leiria.
"Acabar com este problema de vários anos é algo que me enche de satisfação", sublinhou ontem Santana Lopes aos jornalistas, no final da reunião de Câmara.
Segundo o autarca, a empresa de suinicultura, que conta com mais de 300 animais, tem um prazo acordado de cinco meses para desocupar as instalações e os terrenos, que se estendem por uma área de quatro hectares.
"Vamos ver o que será o futuro daquele espaço. Para já, vamos medir os níveis de poluição dos solos e outras e ver o que é aconselhável ali fazer, embora gostasse que fosse habitação, que é o que faz falta", sublinhou.
Na sessão solene que assinalou o 25 de Abril (sábado passado), já o edil havia anunciado esta decisão: “A Crigado vai acabar agora”, disse Pedro Santana Lopes, que apelidou o espaço de “nocivo, incomodativo”, quer para as pessoas quer para o ambiente e que é uma prova de que “não desistimos nunca, mesmo quando outros e calam”.
“Confesso que me orgulho muito desta pequena, pequeníssima, grande, grandíssima decisão”, que é “muitíssimo importante para um conjunto alargado de famílias”, referiu o autarca.
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