Três meses após a passagem da tempestade Kristin e um ano do «apagão»

A tempestade Kristin atingiu o seu pico de intensidade em Portugal na madrugada e manhã de 28 de janeiro de 2026, faz hoje três meses.
A roda gigante, divertimento na marginal da Figueira da Foz, tombou e parte do telhado da antiga Universidade Internacional caiu, atingindo diversas viaturas. Registaram-se estragos na esquadra da PSP e a antiga nacional 111, entre Maiorca e Montemor-o-Velho, esteve cortada na sequência da queda de árvores, na chamada Estrada das Pontes, cenário verificado também em diversas outras vias.
A depressão Kristin terá atingido esta zona durante um período de aproximadamente 10 minutos, cerca de metade do tempo que em outubro de 2018 a tempestade Leslie atingiu o Baixo Mondego, incluindo Figueira da Foz. 
A tempestade foi particularmente devastadora, sendo considerada uma das mais fortes a atingir o país em décadas. Aqui estão os detalhes principais sobre a sua passagem:

* Pico do Impacto: Entre as 03h30 e as 06h00 do dia 28 de janeiro, afetando com maior gravidade as regiões de Leiria, Coimbra e o Oeste.

* Intensidade: Registaram-se ventos recorde, com rajadas que chegaram aos 156 km/h em Leiria e 210 km/h em Soure (Coimbra), o que levou à emissão de avisos vermelhos pelo IPMA.

* Contexto: Fez parte de um fenómeno conhecido como "comboio de tempestades" no início de 2026, onde várias depressões sucessivas (como a Ingrid, Joseph e, posteriormente, a Leonardo) afetaram a Europa.

* Consequências: A Kristin causou danos materiais severos em infraestruturas, quedas massivas de árvores (mais de 15 milhões) e cortes prolongados de eletricidade e comunicações, levando o governo a declarar o estado de calamidade a 29 de janeiro.

«Apagão» ibérico

Um dos maiores colapsos energéticos da história moderna da Europa ocorreu igualmente a 28 de abril
* Abrangência: Portugal e Espanha ficaram quase totalmente às escuras, com reflexos no sudoeste da França e em Andorra.
* Causa: Uma falha técnica nas interconexões de alta voltagem entre França e Espanha, agravada por uma instabilidade na geração de energia renovável no momento da falha.
* Impacto: O "apagão ibérico" durou cerca de 10 horas na maioria das regiões, paralisando metrôs, aeroportos e sistemas de telecomunicações.


Foto: Raúl Garcia

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