Ontem a autarquia da Figueira da Foz suspendeu a sessão de Câmara - na qual esteve ausente o presidente Santana Lopes - para reorganização da agenda de trabalho, após vários pontos terem sido retirados.
Antes da suspensão da reunião, que terá continuidade na próxima terça-feira, a vice-presidente Olga Brás, que conduziu a sessão, já tinha aceitado adiar a discussão e votação do relatório de contas de 2025 devido à entrega fora de prazo dos documentos aos vereadores da oposição.
“Propomos o adiamento da discussão das contas porque não tivemos condições para analisar o relatório, um documento com cerca de mil páginas que nos foi distribuído há quatro ou cinco dias quando deve ser com oito dias de antecedência”, alegou o vereador socialista João Paulo Rodrigues.
Hoje, em comunicado que se transcreve, a autarquia justifica o procedimento.
(…).
Os documentos referentes à prestação de contas do exercício de 2025, foram disponibilizados aos membros do executivo, incluindo o Senhor Presidente da Câmara Municipal no dia 17 de abril e aos vereadores não executivos no dia 21 de abril.
Atendendo à dimensão e complexidade da documentação, que totaliza cerca de 1.500 páginas, o executivo municipal necessitou do período indispensável para a sua análise.
Refira-se que estes documentos foram elaborados pelos serviços municipais num contexto particularmente exigente, uma vez que o serviço responsável dispõe atualmente de 5 (cinco) técnicos, menos 6 (seis) face a períodos homólogos de anos anteriores.
Esta redução de recursos humanos resulta da saída de profissionais para outras entidades públicas, nomeadamente para a Autoridade Tributária e Aduaneira, onde são praticadas remunerações significativamente mais elevadas, circunstância que tem condicionado a capacidade operacional dos serviços.
O Município reafirma o seu compromisso com a transparência, o rigor e o cumprimento das suas obrigações legais, mesmo num contexto de constrangimentos de recursos.
A diretora do Departamento Administrativo e Financeiro,
em regime de substituição
Susana Mota
O chefe da Divisão Económica Financeira,
em regime de substituição
João Gaspar
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