Requalificação vai permitir devolver aos figueirenses o Estádio Municipal José Bento Pessoa

O Estádio Municipal José Bento Pessoa tem em curso diversas intervenções com vista à requalificação deste equipamento desportivo inaugurado em 1953.
Neste momento decorrem obras para construção da base da pista de atletismo e relvado sintético (a primeira no valor de 81.910,53€+IVA e a segunda no valor de 309.317,85€+IVA), para a reabilitação dos balneários, da bancada principal e da zona exterior (com empreitada no valor de 192.119,60 € + IVA) e ainda para a colocação de iluminação LED, no valor de 145.000,00€+IVA, o que perfaz um valor global de 728.347,98€+IVA. (772.048€).

“Esta intervenção é assegurada integralmente com fundos próprios do Município uma vez que não existiu qualquer linha de financiamento para o efeito. Estando a base da pista construída, o tartan (no valor de 400 mil €) poderá ser colocado a qualquer momento, assim que o Município consiga disponibilizar verba para o efeito, o que é uma prioridade”, adianta o presidente da Câmara ao Figueira Na Hora.
Segundo explica Carlos Monteiro, “as obras do relvado estiveram algum tempo a aguardar pelas obras da base da pista pois quando lançámos o concurso para construção do relvado sintético, que era a obra premente tendo em conta as necessidades sentidas pelos nossos clubes e que determinam uma sobrelotação dos campos de treinos, o valor previsto para a obra esgotava o orçamento disponível”.
Adianta ainda o edil que “verificou-se que o valor de obra veio a fixar-se abaixo do inicialmente previsto, o que nos permitiu projectar a construção da pista, um processo moroso, pois apesar de já ter existido uma pista de atletismo naquele equipamento, toda a estrutura se revelou obsoleta face às normas actualmente vigentes”.
A título de exemplo, salienta Carlos Monteiro, “antigamente a pista drenava para o interior, ao encontro do relvado, hoje porém é obrigatório que drene para o exterior. Tal condicionante, impõe que toda a estrutura subterrânea associada a esta infraestrutura tenha de ser modificada”.
É neste contexto que “decidiu-se suspender as obras de colocação do relvado até que se pudesse construir a pista, pois o seu processo de construção implica a passagem de máquinas por cima do relvado e das infraestruturas de drenagem entretanto construídas, o que poderia comprometê-las e destruir o relvado. Foi com esse propósito que a Câmara se viu forçada a aguardar pela oportunidade de executar tudo ao mesmo tempo”.
Quanto aos timings da obra, o presidente da Câmara explica que “já depois do concurso concluído e com as obras da base da pista em curso, o processo voltou a ser dificultado pelo surgimento da pandemia, que obrigou à paragem de muitas empresas de construção, devido a surtos entre os seus trabalhadores. A isto ainda acresceu o inverno mais chuvoso que o habitual, que levou ao alagamento do campo, impedindo a retoma das obras”.
Sobre o processo de utilização futura do equipamento, Carlos Monteiro revela que “esta intervenção vai permitir devolver aos figueirenses o Estádio Municipal, alargando os espaços para a prática das modalidades de formação e potenciando um novo espaço para a prática do atletismo. O Estádio será utilizado por todos. Está impedida pelo regulamento a possibilidade de ceder o espaço em exclusividade”.

(Texto e foto: Jorge Lemos)

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