Viver com insuficiência cardíaca

Seguir algumas regras é essencial para proteger o coração, evitar descompensações e garantir uma boa qualidade de vida.

A insuficiência cardíaca é uma doença crónica em que o coração não consegue bombear sangue eficazmente para fazer face às necessidades de oxigénio e de nutrientes do organismo.
Quase sempre, tratar a insuficiência cardíaca não é sinónimo de curar a doença, mas sim de:

Aliviar o trabalho do coração, protegendo-o a longo prazo;

Reduzir sintomas, manter a doença estabilizada e atrasar a sua evolução;

Evitar a necessidade de hospitalização;

Manter uma boa qualidade de vida.

Atualmente, a eficácia dos medicamentos e de outras intervenções médicas, bem como o acompanhamento por equipas clínicas especializadas em insuficiência cardíaca permitem controlar eficazmente a doença com uma boa qualidade de vida.  
Igualmente importante para este objetivo são as ações individuais:

Adotar algumas medidas relacionadas com o estilo de vida;

Conhecer e estar atento a sinais de alerta de descompensação, que devem motivar a procura de cuidados médicos.

Mudar o estilo de vida

Cumprir a medicação prescrita
Os medicamentos prescritos para a insuficiência ajudam, por mecanismos diversos, o coração a trabalhar melhor, reduzindo a sua carga de trabalho e aliviando os sintomas.
Cumprir rigorosamente a medicação prescrita é imprescindível, mesmo quando não há sintomas, porque estar sem sintomas significa que a doença está controlada com a medicação que está a ser feita.

Novos hábitos alimentares
Passar a fazer refeições pequenas e repartidas ao longo do dia e reduzir o consumo de sal é o principal.

Não beber líquidos em excesso
Significa controlar os líquidos ingeridos, que, em regra, não devem ultrapassar, 1,5 litros por dia, incluindo água, outras bebidas e água contida em alimentos, como a sopa.
Controlar o peso
Ter em atenção o peso, que deve ser medido sempre na mesma balança, logo de manhã depois da primeira ida à casa de banho e sem roupa. Todos os dias. Isto porque um aumento de peso rápido (superior a 2 kg) em poucos dias (3-5 dias) pode ser sinal de descompensação.

Exercício adaptado
Isto significa fazer atividade física regularmente, que deve ser planeada especificamente para cada pessoa, em função das suas capacidades, necessidades e características. Caminhadas em terreno plano e períodos de bicicleta estática são exemplos do que pode ser feito por muitos doentes com insuficiência cardíaca.

Acabar com maus hábitos
O consumo de álcool e tabaco deve ser eliminado pois fragiliza ainda mais o coração e aumenta o risco de complicações.

Descansar e controlar o stress
Um sono de boa qualidade durante um número de horas adequado e aprender a gerir o stress são fundamentais.

Conhecer os sinais de alerta
Os sintomas de descompensação da insuficiência cardíaca podem passar despercebidos porque, por vezes, instalam-se lentamente.
Por isso, é muito importante cada pessoa conhecer-se bem quando a sua doença está estabilizada. Assim, detetará pequenos sinais de descompensação mais facilmente.
São sempre sinais de alerta:

Falta de ar e/ou cansaço, especialmente a fazer as atividades quotidianas habituais ou quando está deitado;

Pés, tornozelos ou pernas inchadas;

Abdómen inchado;

Aumento rápido do peso;

Tosse persistente, sobretudo à noite quando deitado;

Alteração dos batimentos cardíacos.

Viver com insuficiência cardíaca significa:

Cumprir o tratamento prescrito,

Fazer mudanças que significam ter uma vida mais saudável,

Conhecer o comportamento habitual do organismo e manter-se alerta a sinais diferentes.

A isto soma-se um acompanhamento médico regular por uma equipa especializada.
O resultado é ter uma vida ativa com qualidade e segurança.
 
Autor: Equipa clínica do Hospital de Dia de Insuficiência Cardíaca

Obs: Os conteúdos do Guia de Saúde têm finalidade informativa, destinam-se ao público em geral e podem não estar atualizados. Não substituem a informação, opinião e aconselhamento individual de um médico ou outro profissional de saúde nas respetivas áreas de intervenção.

(Fonte: Hospital da Luz)

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