I Jornadas sobre Parentalidade da Figueira da Foz: «Cabe a todos, pais, famílias e sistema, assegurar a felicidade intrínseca da criança»

Encontra-se a decorrer (termina às 17h30), com 800 inscrições, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz (CAE) as I Jornadas sobre Parentalidade da Figueira da Foz - Evoluir do Conflito Parental para a Coparentalidade.
Na sessão oficial de abertura, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, sublinhou «a actualidade e interesse suscitado pelo tema», congratulando-se pela realização, na Figueira da Foz e numa iniciativa de instituições da Figueira da Foz, de um evento que se traduziu numa «sala completa», mormente de mais de 600 técnicos e juristas de todo o país, a quem cabe solucionar conflitos relacionados com a parentalidade, «uma das mais difíceis missões, até porque deixa sempre um certo amargo, porque o ideal é que exista sempre harmonia… mas nem sempre assim é, e cabe a todos, pais, famílias e sistema, assegurar a felicidade intrínseca da criança».
Com organização conjunta da Câmara Municipal da Figueira da Foz, da ASOS – Associação Soltar os Sentidos, da Casa Nossa Senhora do Rosário, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Figueira da Foz, da EAPN - Núcleo Distrital de Coimbra e da Ordem dos Advogados - Delegação da Figueira da Foz, as I Jornadas sobre Parentalidade da Figueira da Foz - Evoluir do Conflito Parental para a Coparentalidade resultam de um desafio lançado por algumas destas entidades, que detectaram a necessidade um evento com uma abordagem interdisciplinar no âmbito da parentalidade, com especialistas das áreas da Acção Social, Direito, Sociologia e Psicologia, entre outros.
Os trabalhos decorreram com painéis dedicados à «Coparentalidade e Parentalidade Positiva»; «Responsabilidades Parentais»; «Alienação Parental» e «Resolução de Conflitos e Mediação Familiar».
A necessidade do reforço da mediação familiar, o enfoque na redução do stresse familiar e na reeducação dos pais, aquando da regulação das responsabilidades parentais, alertando-os para as consequências negativas do conflito parental sobre os seus filhos, e ajudando-os a transitar do «casal extinto» para o «casal parental», foram algumas das conclusões dos trabalhos.

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