Alimentação artificial das praias Cova-Gala - Costa de Lavos

3,3 milhões de m3: volume total de areia a depositar.

1.625m: comprimento da praia a intervencionar.

troços prioritários identificados entre Cova-Gala e Lavos, com risco elevado de erosão.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) presta alguns esclarecimentos sobre a intervenção em curso denominada «Alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul da Figueira da Foz (Cova-Gala - Costa de Lavos)». Esta intervenção constitui uma solução de transposição sedimentar, assente nas melhores práticas ambientais baseadas na natureza (Nature-based), com o objetivo de repor, de forma localizada e parcial, o balanço sedimentar deste troço litoral contribuindo assim para mitigar a erosão costeira.
No «Estudo de Viabilidade da Transposição Aluvionar das Barras de Aveiro e da Figueira da Foz» (elaborado pela Universidade de Aveiro/R5 2021) foram avaliadas, sob os pontos de vista técnico-científico, económico e de custo-benefício, várias alternativas para a transposição artificial de sedimentos, incluindo a que está agora a ser implementada (alimentação artificial de praia) e a solução de transposição através de um sistema mecânico fixo (comummente designado de bypass).
Segundo adianta a APA, esta última solução “implica a implementação de infraestruturas permanentes, o que resulta em impactes paisagísticos significativos e de carácter duradouro”. De acordo com o referido estudo, esta solução tem um custo de construção/instalação de 18 M€, ao que acresce custos de exploração e manutenção a 30 anos de 53M €, totalizando 73M€, a valores de 2021. “Face ao agravamento generalizado dos custos da energia, construção e materiais, é expectável que este valor seja inflacionado”.
Ainda de acordo com a APA, “em qualquer uma das soluções avaliadas, mantém-se a necessidade de dragagem do canal de navegação (embora com menores volumes de dragagem), a cargo das autoridades portuárias competentes, de forma a garantir as condições de segurança e navegabilidade na barra”.
A areia reposta nas praias a sul da barra da Figueira da Foz tem a mesma origem, independentemente de se recorrer a um sistema mecânico fixo ou à alimentação artificial sendo que “a forma como a praia reage à erosão e perde areia é a mesma, qualquer que seja a solução adotada”.
Segundo a Agência, “a alimentação artificial de praias é atualmente considerada em Portugal continental como uma das mais importantes medidas de proteção/defesa costeira para mitigação da erosão costeira, sendo a medida de adaptação privilegiada pela APA em matéria de gestão sedimentar integrada. Para além de fornecer proteção a parcelas valiosas do território do ponto de vista ambiental e estratégico, estas intervenções permitem ainda preservar o estado natural da praia, potenciando as suas capacidades recreativas e balneares”.
A estratégia em curso abarca diferentes horizontes temporais (curto, médio e longo prazo) e considera de forma explícita as especificidades locais relacionadas com o desempenho e longevidade das intervenções, no qual se insere a presente alimentação artificial no litoral da Figueira da Foz.

A intervenção
É executada uma operação de alimentação artificial das praias, com areia retirada da praia submersa em frente à Praia da Claridade e depositada ao longo da faixa litoral entre Cova-Gala e Lavos.

Dragagem
A areia é retirada do fundo do mar, numa zona previamente estudada e licenciada, através de uma embarcação especializada (draga). Esta operação garante que os sedimentos utilizados são compatíveis e seguros para reforçar a linha de costa.

Repulsão
A areia dragada é transportada por mar e por terra até à zona costeira, onde é cuidadosamente depositada e modelada. Esta etapa permite reconstituir a praia, reforçar o cordão dunar e melhorar a proteção contra a erosão.

Foto: APA

 

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