Falta de energia à Estação de Bombagem do Foja “não se deve a quaisquer razões de natureza administrativa” – garante a APA

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho acusou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de não deixar ligar a bombagem que permitiria retirar a água acumulada naquele município do Baixo Mondego, considerando “vergonhosa” a “inoperância” da autoridade ambiental.
Questionado pela agência Lusa sobre se a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da povoação da Ereira, já funciona – depois de as autoridades terem estado vários dias a tentar ligar o equipamento – José Veríssimo começou por dizer não querer falar sobre o assunto, classificando-o de “mais uma vergonha”, mas acabou por falar numa alegada “falta de autorização” da APA para “ligar” a bombagem.
“Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas”, acusou o autarca.
A Agência Portuguesa do Ambiente explica que a falta de reposição da linha elétrica da Estação de Bombagem do Foja (que integra o Sistema Hidráulico do Mondego), danificada pela tempestade Kristin, não se deve a quaisquer razões de natureza administrativa.
“A linha de alimentação de energia elétrica da Estação de Bombagem foi danificada na sequência da passagem da tempestade Kristin, comprometendo o funcionamento dos respetivos equipamentos. Acresce que as características dos equipamentos da referida estação inviabilizam o recurso a fontes alternativas de alimentação de energia, nomeadamente a utilização de geradores”, salienta a APA garantindo que “desde a ocorrência têm sido desenvolvidos todos os esforços para a reposição do fornecimento de energia à Estação de Bombagem, em articulação e com o máximo empenho de todas as entidades envolvidas”.
Nessa medida, a Agência defende que “não corresponde à verdade que a falta de energia, ou a sua reposição, se tenham ficado a dever a quaisquer razões de natureza administrativa, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente” e que “a APA, em conjunto com as demais entidades, tem desenvolvido um esforço significativo de gestão do Sistema Hidráulico do Mondego durante este período. Esse esforço, que se iniciou semanas antes das tempestades que assolaram o país, contribuiu para impedir que as cheias tivessem consequências mais graves para pessoas e bens”.

Texto: Jorge Lemos com Lusa / Foto: CMMV

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