«Irreversível» é a série que será filmada na Figueira da Foz de fevereiro a abril de 2023, envolvendo cerca de 40 elementos na produção. Os actores e actrizes que darão corpo a esta série para a RTP1 serão dados a conhecer mais perto da data das filmagens, respeitando o plano de marketing da produtora «Caracol Protagonista».
Hoje de manhã, na Casa do Paço, foi assinado o acordo entre a produtora e o município da Figueira da Foz. Segundo adiantou Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal, a produção terá um custo total a rondar no máximo os 230 mil euros. Um valor que será partilhado entre as verbas das contra-partidas de Jogo (pagas pelo Casino Figueira) e apoio dos demais agentes económicos locais que também se associam ao projecto (hotelaria, restauração, patrocínios, etc). O edil explicou que não será entregue, directamente, algum tipo de apoio financeiro à produtora, tratam-se apenas de compromissos assumidos com questões paralelas como alojamento, refeições e outras de índole logística.
A produtora e gerente da «Caracol Protagonista», destacou “a rápida e pronta resposta” do município da Figueira da Foz em todo este processo tendo em conta “a morosidade com que as questões da Cultura normalmente são tratadas em Portugal”.
Em relação à escolha deste município para as filmagens, Joana Domingues salientou “a grande beleza arquitectónica e natural, com recantos a merecer muitas visitas e que queremos partilhar com todo o mundo através desta série pensada para o mercado internacional com homens, mulheres e vidas com que qualquer pessoa se vai identificar”.
De igual forma, o realizador da série, Bruno Gascon, sem adiantar pormenores sobre a série, referiu que “a Figueira da Foz, com a serra, rio e mar, tem o cenário ideal para se fazer uma óptima série”. Sobre a história, refere que "para já não vou fazer spoilers, mas posso dizer que tal como em todos os meus projectos irei focar-me em temas universais e contemporâneos que dizem respeito a todos nós. Estou muito feliz com o elenco que reunimos e acredito que as pessoas se vão identificar muito com as personagens que eles vão interpretar”.
Pedro Santana Lopes considerou como “uma aposta lógica” esta e outras ligações ao cinema e ao audiovisual num claro objectivo de divulgar e promover o concelho da Figueira da Foz e as suas valências arquitectónicas, naturais e históricas. Foi também neste entendimento que a autarquia criou o projecto «Film Office Figueira” no intuito primeiro de angariar grandes produções cinematográficas.
“Tem sido uma luta titânica para conseguirmos a presença de grandes produções, uma competição feroz” que começa a apresentar resultados, como «Irreversível» ou uma possível gravação para um outro canal de televisão, adiantou o autarca.
Quanto à série em causa, explicou ainda Pedro Santana Lopes que, no que respeita ao financiamento e apoios da sociedade em geral, “temos estado em negociações, demoradas, em várias frentes a negociar condições”.
“Vamos trilhar este caminho, o difícil é conseguir a primeira e a segunda (produção) até chegarmos à velocidade de cruzeiro", reforçou o autarca certo de que “queremos todo o concelho mobilizado, a receber bem e a apoiar estas produções, vitais também pela importância que têm para a economia do concelho”.
A terminar, Santana Lopes defendeu que “a Figueira da Foz tem uma história e um estatuto que nos orgulha”.
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