Mau tempo: Hospital da Figueira da Foz com vidros partidos e serviços condicionados

O vento forte provocado pela depressão Kristin provocou na madrugada de hoje diversos danos no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), com vidros partidos e serviços condicionados.
Fonte oficial do hospital, que é sede da Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego, revelou à agência Lusa a existência de estragos, com “muitos vidros partidos” em várias áreas do edifício, localizado na margem esquerda do Mondego, junto à praia.
“Em consequência, alguns gabinetes [de consultas externas e outros] e o bloco operatório encontram-se temporariamente condicionados, não sendo, neste momento, possível garantir a circulação segura de utentes até essas zonas”, adiantou a mesma fonte, em informação prestada às 11:00 de hoje.
A mesma fonte indicou que a situação não afetou os doentes internados na unidade de saúde, tendo estes sido salvaguardados dos efeitos do temporal.
“A ULS do Baixo Mondego ativou, de imediato, os procedimentos internos necessários, estando as equipas técnicas a avaliar os danos e a desenvolver as intervenções necessárias para reposição das condições de segurança e normal funcionamento, com a maior brevidade possível”, vincou.
Em declarações aos jornalistas, num ponto de situação ao final da manhã, a presidente do conselho de administração da ULS do Baixo Mondego, Ana Raquel Santos, esclareceu que o hospital “foi muito afetado” pela depressão Kristin e que uma das principais áreas com condicionamentos acontece no corredor de acesso ao bloco operatório, “que foi totalmente destruído”.
Para além dos vidros partidos, há também aparelhos de ar condicionado destruídos, “mas o principal impacto que os utentes estão a sentir é mesmo a inoperacionalidade do bloco operatório”, vincou.
“Durante o dia de hoje não é possível fazer cirurgias convencionais, mas mantemos o ambulatório cirúrgico, que se localiza numa área não afetada”, disse Ana Raquel Santos, adiantando que foram canceladas 10 cirurgias.
“Garantimos o acesso a cirurgias urgentes, não para cirurgias programadas. Apenas para situações de absoluta emergência”, enfatizou, garantindo ainda que o serviço de urgência da unidade hospitalar “continua perfeitamente operacional”.
A administração hospitalar irá tentar restabelecer a situação ao longo do dia de hoje, para que o funcionamento do bloco operatório possa ser retomado na quinta-feira.
Outros danos registaram-se ao nível dos estaleiros das obras em curso na unidade hospitalar, não existindo feridos entre os utentes e profissionais de saúde da ULS do Baixo Mondego.
Ana Raquel Santos disse ainda que o HDFF recebeu, até ao momento, três feridos ligeiros em resultado da passagem da depressão Kristin na área de influência da unidade hospitalar.
A passagem da depressão Kristin pelo território português provocou dois mortos e vários desalojados, com a Proteção Civil a registar mais de 2.600 ocorrências durante a madrugada e manhã de hoje.
Quedas de árvores e de estruturas foram as principais ocorrências, que afetaram sobretudo os distritos de Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Vento, chuva, neve e agitação marítima têm motivado o corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, bem como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

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