É em comunicado enviado a este jornal que o Partido Socialista da Figueira da Foz «acompanha com preocupação o facto dos concursos públicos lançados pela Câmara Municipal da Figueira da Foz para a construção das novas Unidades de Saúde do Bom Sucesso e do Paião e para a reabilitação da Unidade de Saúde Familiar de São Julião, terem sido cancelados».
No texto, que se transcreve, sublinha-se que “esta situação é reveladora de uma falha grave de planeamento, gestão e capacidade de execução por parte do executivo municipal”.
Comunicado
«Não é aceitável que projetos considerados prioritários para a saúde pública do Concelho sejam lançados e “esbarrem” no sucessivo aumento do orçamento apresentado pelas empresas. Tal problema não pode ser sistematicamente atribuído ao contexto económico ou ao setor da construção, sendo revelador de uma incapacidade da Câmara em definir um valor do preço-base realista e preparar adequadamente os procedimentos.
Esta situação torna-se ainda mais preocupante tendo em conta que o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem como prazo limite agosto deste ano de 2026. Cada concurso falhado representa tempo perdido, atrasos acumulados e um risco crescente de perda de fundos comunitários, com prejuízo direto para os munícipes.
O presidente da Câmara está no seu segundo mandato, o PRR surgiu no pós-covid, o executivo municipal teve tempo e informação suficientes para ajustar estratégias e rever projetos, o que é demonstrativo da falta de visão estratégica e coloca em causa a concretização de investimentos essenciais para garantir cuidados de saúde de proximidade à população.
O Partido Socialista não está em crer que os anúncios das novas Unidades de Saúde de Paião e Bom Sucesso, bem como a reabilitação da Unidade de Saúde Familiar de Saúde de São Julião, feitos em pleno período de campanha eleitoral, não tenha sido mais do que mera estratégia de propaganda eleitoral. Pois, tal seria instrumentalizar um assunto demasiadamente sério.
Vivemos num Estado de Direito Democrático e os investimentos estruturantes na saúde devem ser programados, anunciados e executados e não ao ritmo das agendas eleitorais e/ou erros de imprevisão.
O presidente da Câmara deve assumir as responsabilidades e apresentar soluções concretas, transparentes e eficazes, sob pena de comprometer definitivamente estas obras fundamentais para o concelho da Figueira da Foz».
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