António Morgado venceu a quarta edição da Clássica da Figueira, revalidando o título conquistado em 2025, ao cumprir os 177,8 quilómetros em 4:19.13 horas, o mesmo tempo do espanhol Alex Aranburu (Cofidis), segundo, e menos nove segundos do que o também espanhol Pau Martí (NSN), terceiro.
O ciclista português António Morgado sabia que não podia perder nos metros finais da Clássica da Figueira, depois do grande trabalho da UAE Emirates, não se esquecendo dos afetados pelo mau tempo em Portugal.
“Esta vitória vai muito para a zona onde eu vivo, é uma dedicatória à zona onde eu vivo, em Leiria, que foi bastante afetada com os ventos e com as cheias e sofremos todos, acho que todos. Mesmo os atletas não conseguiram treinar bem. É uma alegria depois do que se passou”, assumiu.
“Quando cheguei à parte final sabia que não podia perder. O Brandon [McNulty] abdicou da corrida dele, o Rui [Oliveira], o Ivo [Oliveira], o Ugo [Fabries], o [Luca] Giaimi, o Felix [Grossschartner] abdicaram todos por mim e eu sabia que ali não podia perder o sprint e foi o que fiz, ganhei o sprint”, referiu.
Apesar do grande trabalho da equipa, o rosto mais visível da estratégia de levar Morgado ao segundo triunfo na Figueira da Foz foi McNulty, que o português considera que era, “claramente, o mais forte na corrida”, depois de ter puxado no grupo da frente praticamente em toda a última volta ao percurso.
“Na última volta tive a sorte de ter um companheiro superforte, que foi ele que me deu a vitória basicamente. E quero agradecer muito à minha equipa por tudo o que fez hoje”, afirmou.
Apesar do triunfo, diferente do do ano passado, em que esteve isolado mais de 20 quilómetros, Morgado assumiu que “ia mesmo em sofrimento” e que teve de dar “o máximo” para se manter na frente.
“Na última volta, sabia que era super importante conseguir manter-me naquele grupo e sofrer o máximo que pude e felizmente consegui passar no grupo da frente. Depois o McNulty fez o trabalho excelente que toda a gente viu e quero agradecer-lhe”, reforçou.
Já com duas vitórias esta temporada, depois de ter triunfado no Trofeo Calvià, no dia em que cumpriu 22 anos, Margado parte agora para a Volta ao Algarve, onde o objetivo será outro.
“A Algarvia é uma corrida completamente diferente, onde vamos ter dois líderes super fortes, o João [Almeida], que está muito bem preparado, e o Brandon, que está super forte também. Acho que vou ser um dos braços direitos para ajudá-los a ganhar. A minha missão não é ganhar a volta ao Algarve, a minha missão era ganhar aqui e estou muito feliz por vencer aqui. Agora, no Algarve, é tentar ajudar a vencermos mais”, concluiu.
Texto: Nuno Filipe Ortega (agência Lusa)
Foto: Marco Figueiredo (Foto Braga) / FC-CF
|
Inicie sessão
ou
registe-se
gratuitamente para comentar.
|

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.
design by ID PORTUGAL