Produção de arroz: «andam a brincar com os agricultores do Vale do Pranto»

Em comunicado conjunto da ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra e da Junta de Freguesia do Alqueidão, que se transcreve na íntegra, alerta-se para a atual situação da produção de arroz no Vale do Pranto e possível adiamento das obras de recuperação das comportas.

(…)
Ano e meio depois da Agência Portuguesa do Ambiente lançar um aviso de candidatura para financiamento da intervenção da substituição das comportas da Maria da Mata no Vale do Pranto, área com quase 2000 hectares de arroz, temos a informação de que as obras de recuperação das comportas vão ser adiadas para 2027, depois de ainda em 2025 a APA ter informado que estas obras de iniciariam em abril de 2026.
Depois da APA em comunicado ter desmentido a existência de qualquer desvio de financiamento da empreitada para a substituição da estrutura das comportas, qual é a razão para esta intervenção ter sido adiada. É inadmissível o que se passa, andam a brincar com os agricultores do Vale do Pranto.
Neste momento e com as cheias que se registaram, as águas dos campos do Vale do Pranto ainda têm água por escoar porque as Comportas da Maria da Mata não estão a funcionar e as do Alvo não conseguem dar vazão a tanta água, o que atrasa o arranque da campanha.
Esta situação é tão mais grave porque as comportas do Alvo, uns kms mais a sul, começam a apresentar indícios de possível colapso. E aí a entrada de água salgada que entra nos campos aumenta drasticamente, e podemos dizer adeus ao arroz nesta zona. Sendo a Associação de Beneficiários do Baixo Mondego a responsável pela recuperação das comportas do Alvo, mas como sabemos sem verbas para o fazer, é urgente que o Governo intervenha e encontre formas de uma intervenção provisória nas comportas do Alvo, que permita que as comportas resistam até que se avance finalmente com a obra na Maria da Mata.
No dia 1 de abril de 2026 foi enviada uma exposição em nome da ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra e da Junta de Freguesia do Alqueidão ao presidente da República, ministra do Ambiente, ministro da Agricultura, e presidente da Comissão Parlamentar da Agricultura da Assembleia da República, alertando para a situação, e a necessidade de tomadas medidas rápidas para a resolução do problema.
Até agora ainda não recebemos resposta de nenhum dos órgãos de soberania. Mais importante que nos responderem, o que os agricultores precisam urgentemente, é que quem de direito tome medidas.
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