«A Chave» de Margarida Fonseca Santos vence VIII edição do Prémio Literário João Gaspar Simões

O júri da VIII edição do Prémio Literário João Gaspar Simões, instituído em 2010 com carácter bienal, com o objetivo de incentivar a criação literária em língua portuguesa, no género da prosa narrativa, promovendo novos autores e valorizando a produção literária contemporânea, decidiu atribuir por unanimidade, em reunião realizada a 30 de agosto de 2025, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, o Prémio Literário João Gaspar Simões à obra «A Chave», apresentada sob o pseudónimo Lurdes Faria, da autoria de Margarida Fonseca Santos, residente em Lisboa. O prémio tem um valor pecuniário de 2.500 €.
O júri realçou “a qualidade da estrutura formal” da obra assim como a “inteligência da estratégia narrativa, a exigência que coloca ao leitor e a cumplicidade que vai estabelecendo com ele, bem como a relevante dimensão sociológica da obra, que problemática a relação do indivíduo, memória e comunidade”.
Composto por Nuno Camarneiro (presidente do júri, em representação do Município da Figueira da Foz), Teresa Carvalho (em representação da Sociedade Portuguesa de Autores / Associação Portuguesa de Autores) e Ana Castro (em representação da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas) o júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa à obra «Gémeos Falsos», apresentada sob o pseudónimo Ariel Morais, da autoria de Ana Catarina Almeida da Costa, residente em Coimbra, “pela qualidade literária revelada e pelo evidente potencial de publicação” da obra.
Com este prémio, o Município reforça o seu compromisso com a promoção da literatura em língua portuguesa, homenageando a memória de João Gaspar Simões e consolidando a Figueira da Foz como um espaço de referência cultural e literária. Concorreram a esta edição do Prémio Literário João Gaspar Simões 29 obras, das quais quatro foram submetidas a apreciação final pelo Júri.

Biografia da vencedora – Margarida Fonseca Santos
Margarida Fonseca Santos nasceu em Lisboa, a 29 de novembro de 1960. Tirou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, tendo como objetivo ser professora de Formação Musical no ensino vocacional. Deu aulas em várias escolas, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa entre 1990 e 2005.
Começou a escrever em 1993 e isso tornou-se uma verdadeira paixão que a levou a mudar de vida. Deixou o ensino da música e, neste momento, dedica-se a tempo inteiro à escrita. Tem vários livros publicados, na sua grande maioria para crianças e jovens, e escreve com regularidade para teatro. Grande parte das suas obras estão incluídas no Plano Nacional de Leitura.
Entre os seus livros mais conhecidos destacam-se Altamente, Uma Questão de Azul-Escuro, Rafaela e Rua do Silêncio. O seu romance De Zero a Dez, que aborda a dor crónica, encontra-se traduzido para castelhano e inglês.
Assina, com Maria João Lopo de Carvalho, a coleção juvenil 7 irmãos, e, com Maria Teresa Maia Gonzalez, As Aventuras de Colombo.
Orienta ateliers de escrita para crianças, adultos e professores (Escrita Criativa e Escrever para Crianças e Jovens). Orienta cursos sobre Escrever para Crianças na Escrita Criativa Online (vários cursos); na Pós-Graduação em Livro Infantil (Universidade Católica Portuguesa); no curso de Escrita Literária (Restart).
Publicou, em co-autoria com Elsa Serra, o manual de Escrita Criativa Quero ser escritor!. Em abril de 2013, publicou o livro de escrita criativa Escrita em Dia.
Publica, no Suplemento de Educação do Jornal de Letras, um conto todos os meses. É responsável pelo blogue histórias em 77 palavras, com ilustrações de Francisca Torres.
Além de escrever para crianças, Margarida Fonseca Santos dedica-se ao treino mental e o uso pedagógico e terapêutico da metáfora, tendo publicado, Altamente, com histórias metafóricas. Em conjunto com Rita Vilela publicou os livros Histórias para contar consigo e brincar com Coisas Sérias. É fundadora do projeto Re-Word-It – Brincar a sério com as palavras, dedicado à construção de materiais pedagógicos.
A sua coleção A Escolha É Minha reflete todo este percurso, consolidando o seu trabalho como autora multifacetada e promotora da literatura e da educação em Portugal.

 

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